Planta medicinal brasileira pode virar remédio distribuído pelo SUS. (créditos: Shutterstock)
Você já ouviu falar da quebra-pedra? Usada há gerações na medicina popular, essa planta é conhecida principalmente por ajudar em problemas urinários. Recentemente, a Fiocruz anunciou o desenvolvimento do primeiro medicamento feito a partir da espécie.
O fitoterápico deverá ser distribuído gratuitamente pelo SUS, ampliando o acesso da população a um tratamento natural, seguro e padronizado. Mas afinal, o que torna a quebra-pedra tão especial?
O que é a quebra-pedra?
A quebra-pedra faz parte do grupo Phyllanthus, sendo a espécie mais estudada a Phyllanthus niruri. É uma planta de pequeno porte, com folhas delicadas, flores quase imperceptíveis e frutos em forma de cápsula.
Ela cresce facilmente em regiões tropicais, como o Brasil, e se adapta bem a diferentes tipos de solo. Por isso, é comum encontrá-la em quintais, terrenos baldios e até em calçadas.
Vale destacar que existem diferentes variedades da planta, e essa diversidade influencia diretamente nos efeitos que cada pessoa pode sentir ao utilizá-la.
Como a planta age no organismo?
O principal benefício da quebra-pedra está ligado ao sistema urinário. Ela é conhecida por sua ação diurética natural que ajuda o corpo a produzir mais urina.
Esse efeito melhora o fluxo urinário, facilita a eliminação de pequenas partículas e ajuda na prevenção da formação de cristais nos rins. Por isso, é muito associada ao cuidado com cálculos renais e dificuldades para urinar.
Além disso, pesquisas vêm investigando outras propriedades da planta, especialmente suas ações antioxidantes e anti-inflamatórias.
Benefício não é sinônimo de cura
Os cientistas ressaltam que, apesar dos benefícios, a quebra-pedra não garante a cura das pedras nos rins. Os estudos indicam que a planta pode ajudar o corpo a eliminar urina com mais facilidade, mas isso não substitui a avaliação médica.
As formações de cálculos podem ter diferentes tamanhos e composições. Por isso, algumas pessoas respondem bem a tratamentos naturais, enquanto outras precisam de medicamentos específicos ou até cirurgia.
Do chá ao remédio: quem pode adquirir o medicamento com quebra-pedra
A Fiocruz afirma que a distribuição do remédio pelo SUS será feita com acompanhamento profissional e uso dentro de protocolos de saúde. Segundo a pesquisadora Maria Behrens, da Farmanguinhos/Fiocruz:
“Nosso propósito é que a população se beneficie do fitoterápico na forma de um produto farmacêutico, que, por ter processo padronizado e garantia de qualidade, pode evitar os riscos de preparações caseiras sem controle.”
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