O uso incorreto, a falta de atenção às instruções do fabricante e o descuido com a manutenção podem levar a acidentes (Crédito: Shutterstock)
A panela de pressão elétrica vem conquistando espaço nas cozinhas brasileiras com a promessa de mais praticidade e segurança.
Diferente da versão tradicional, que assusta muitos usuários pelo risco de explosão, o modelo elétrico é vendido com a proposta de minimizar perigos.
Mas será que ela é realmente mais segura? E existe risco de explosão?
Mais tecnologia, mais segurança
As panelas de pressão elétricas são projetadas com uma série de dispositivos de segurança, justamente para evitar os acidentes que tornaram as versões convencionais temidas.
Os principais recursos incluem sistemas automáticos de controle de pressão, travas de segurança que impedem a abertura da tampa enquanto ainda há pressão interna e sensores de temperatura.
De acordo com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a panela elétrica precisa atender a uma série de requisitos para receber o selo de certificação.
Isso inclui testes de funcionamento dos mecanismos de alívio de pressão, resistência dos materiais e estabilidade elétrica.
Esses testes são fundamentais para garantir que o equipamento esteja dentro dos padrões de segurança exigidos para o uso doméstico.
Ainda assim, acidentes podem acontecer
Apesar dos avanços tecnológicos, o risco de explosão não é completamente eliminado.
Segundo especialistas e relatos de usuários, acidentes com panelas de pressão elétricas geralmente estão relacionados a falhas no uso.
Entre os principais erros que podem levar à explosão estão:
- Bloqueio da válvula de segurança: resíduos de alimentos, como grãos ou pedaços de carne, podem obstruir a válvula responsável por liberar o excesso de pressão. Isso compromete o funcionamento do equipamento e pode causar aumento perigoso da pressão interna
- Tampa mal encaixada: em modelos com tampa removível, um encaixe inadequado pode fazer com que o vapor não seja contido adequadamente, aumentando o risco de acidente
- Excesso de líquido ou alimento: ao ultrapassar a capacidade recomendada, o conteúdo pode impedir o correto funcionamento das válvulas e sensores, além de aumentar o risco de transbordamento
- Falta de limpeza e manutenção: a negligência na limpeza dos componentes — especialmente das válvulas — favorece o acúmulo de sujeira e gordura, o que pode comprometer o funcionamento seguro da panela
Além disso, panelas de marcas duvidosas, que não seguem as normas de segurança do Inmetro, podem ter peças frágeis, sensores defeituosos ou sistemas de proteção ineficientes.
Certificação do Inmetro: um selo essencial
A orientação dos órgãos de defesa do consumidor é clara: nunca compre uma panela de pressão elétrica que não tenha o selo do Inmetro.
A certificação é a garantia de que o produto foi testado em laboratório e atende aos requisitos de segurança estabelecidos pelas normas brasileiras.
Além disso, a etiqueta do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), que costuma vir junto ao selo do Inmetro, pode indicar o consumo de energia do equipamento — outro fator importante na hora da compra.
Dicas para usar a panela elétrica com segurança
Uma dica essencial é ler o manual do fabricante: leia com atenção as orientações de uso, inclusive as indicações sobre os níveis máximos de alimento e líquido.
Além disso, nunca obstrua as válvulas de segurança. Evite cobrir a panela com panos ou utensílios durante o cozimento.
Após cada uso, lave com cuidado a tampa, a borracha de vedação e as válvulas. Verifique se há resíduos obstruindo as saídas de vapor.
Por fim, não abra a panela sob pressão: espere que o ciclo de cozimento termine e que toda a pressão interna seja liberada antes de abrir.
Mais segura, mas exige cuidados
A panela de pressão elétrica é, sim, mais segura do que os modelos convencionais, especialmente para quem tem medo de lidar com a pressão e o vapor na cozinha. Seus mecanismos automáticos reduzem consideravelmente os riscos de acidentes.
No entanto, isso não significa que ela seja à prova de falhas. O uso incorreto, a falta de atenção às instruções do fabricante e o descuido com a manutenção podem levar a acidentes, inclusive explosões.
Portanto, o segredo está no uso consciente: escolha um modelo certificado pelo Inmetro, siga à risca as orientações do manual, mantenha a higiene dos componentes e respeite os limites de uso!
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