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O perigo silencioso do "café": Um homem com insuficiência renal terminal enfrenta um problema decorrente do preparo prévio do café, semelhante a beber veneno
JoannaPor  Joanna  | Redatora

Quem a vê assumindo o papel de chef nas viagens com os amigos não imagina que a Joanna descobriu o seu talento com as panelas reproduzindo receitas do Instagram e TikTok. Tornou-se expert em receitas na prática e, agora, também é a grande responsável pelas sobremesas nos almoços em família

Saiba como escolher e armazenar o café de forma segura para evitar riscos à saúde.

O perigo silencioso do "café": Um homem com insuficiência renal terminal enfrenta um problema decorrente do preparo prévio do café, semelhante a beber veneno

Um hábito comum quase custou a saúde de um homem de 50 anos. (créditos: Shutterstock)

Para muita gente, o dia só começa depois de um bom cafezinho. Estudos indicam que o consumo moderado não faz mal e pode até trazer benefícios à saúde. Mas médicos chamam a atenção para um detalhe que costuma passar despercebido: a qualidade e o armazenamento dos grãos.

Foi o que mostrou um caso recente envolvendo um homem tailandês de 50 anos, que desenvolveu insuficiência renal grave após consumir café preparado com grãos antigos e mofados.

O café do dia que quase levou um homem à morte 

Segundo a família, o paciente não tinha doenças pré-existentes comuns, como diabetes ou hipertensão. No entanto, ele mantinha o hábito de comprar grandes sacos de grãos de café quando estavam em promoção e guardá-los por longos períodos em um armário com alta umidade.

Mesmo quando os grãos começaram a mudar de cor e apresentar um cheiro característico de mofo, o homem continuou preparando e consumindo o café. Com o tempo, surgiram os primeiros sinais de alerta: inchaço no corpo e episódios de perda de consciência, que levaram à internação.

Os exames médicos mostraram que a taxa de filtração dos rins havia caído para menos de 10, um índice compatível com doença renal em estágio terminal. A investigação apontou como causa principal a ocratoxina A, uma toxina presente em grãos de café vencidos ou contaminados por fungos.

Essa substância ataca diretamente os rins, danificando as membranas responsáveis pela filtragem do sangue.

Por que a ocratoxina é perigosa?

O fungo responsável pela produção da ocratoxina se desenvolve com facilidade em ambientes quentes e úmidos, especialmente em temperaturas próximas de 25 °C e umidade acima de 85%. De acordo com o Journal of Toxicology, a toxina tem uma meia-vida longa no organismo humano (entre 35 e 50 dias) o que favorece seu acúmulo ao longo do tempo.

Entre os principais efeitos da ocratoxina nos rins estão:

  • Inflamação persistente, que leva à fibrose do tecido renal
  • Interferência no metabolismo das células dos rins
  • Danos crônicos, que podem resultar em perda permanente da função renal

Cuidados simples ao escolher e armazenar o café

Especialistas reforçam que não é necessário abrir mão do café, mas sim adotar cuidados básicos. Evitar a compra de grandes quantidades de grãos que ficarão armazenados por muito tempo é uma das principais recomendações.

O ideal é guardar o café em local seco, fresco e em recipientes bem fechados, longe da umidade. Caso os grãos apresentem manchas, alteração de cor ou cheiro de mofo, devem ser descartados imediatamente.

Um alerta sem alarmismo

O caso serve como lembrete de que até hábitos comuns exigem atenção. O café pode, sim, fazer parte de uma rotina saudável, desde que os grãos estejam em boas condições. Economizar comprando produtos em promoção pode parecer vantajoso, mas quando o armazenamento não é adequado, o custo para a saúde pode ser alto.

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