Esse tipo de alimento pode causar doenças crônicas. (Créditos: IA/ Gemini)
Um novo e abrangente estudo, conduzido por 43 especialistas internacionais e publicado na The Lancet, revela como os alimentos ultraprocessados estão afetando a nutrição global. Os resultados mostram que esses produtos, cada vez mais presentes no dia a dia, estão ligados a um aumento expressivo de doenças crônicas e a riscos que vão muito além do que se vê nos rótulos das embalagens.
E o que não faltam são alimentos assim, né? Salgadinhos, refrigerantes, biscoitos recheados e refeições prontas congeladas. São muitas opções. É por isso que é fácil entender como em países como o Reino Unido e os Estados Unidos, mais da metade das calorias diárias de uma pessoa média agora provém de alimentos ultraprocessados.
Venha entender como esses produtos podem impactar na saúde e no bem-estar!
Ameaça à saúde global
Os ultraprocessados podem ser uma ameaça à saúde global porque seu consumo elevado está associado ao aumento de diversas doenças, como obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardíacas, depressão e até maior risco de morte prematura. Segundo o estudo, mais de 100 pesquisas mostram essa ligação direta.
“O crescente número de pesquisas sugere que dietas ricas em alimentos ultraprocessados estão prejudicando a saúde em todo o mundo e justifica a necessidade de ações políticas”, opina Mathilde Touvier, epidemiologista do Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica.
Elementos nocivos nos ultraprocessados
Os ultraprocessados podem conter vários elementos nocivos resultantes tanto dos processos de fabricação quanto da embalagem. Os principais são acrilamida, furanos e gorduras trans industriais, que podem surgir durante processos de produção em altas temperaturas e estão associados à inflamação e ao risco de câncer.
Além disso, desreguladores endócrinos presentes em embalagens de longa duração podem interferir no funcionamento hormonal do corpo. Aditivos indicativos de ultraprocessamento, como corantes, aromatizantes e adoçantes, também são apontados por especialistas como componentes que devem constar nos rótulos por estarem ligados a efeitos negativos à saúde.
O que pode ser feito contra o crescimento dos ultraprocessados
Para conter o avanço dos alimentos ultraprocessados, especialistas defendem que os governos adotem medidas políticas mais firmes. Entre as ações defendidas por Camila Corvalan, especialista chilena em saúde pública e o epidemiologista nutricional Barry Popkin, estão a criação de rótulos frontais mais claros, que indiquem não só excesso de açúcar, sal e gordura, mas também sinais de processamento intenso, como corantes e aromatizantes. Outra estratégia é restringir a publicidade desses produtos. Também se propõe a implementação de impostos sobre ultraprocessados.
Segundo os pesquisadores, apenas com políticas mais severas será possível reduzir o impacto desses produtos na saúde mundial.
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