Ovos cozidos com a gema dura em uma tigela (Créditos: Canva)
O ovo é um dos alimentos mais consumidos no mundo: barato, versátil e cheio de nutrientes. Mas, ao mesmo tempo, ele também é alvo de muitas dúvidas quando o assunto é saúde do coração. No podcast The Wild Project, o cardiologista e criador de conteúdo José Abellán explicou que, apesar de todos os benefícios, é preciso cuidado com o excesso.
Segundo ele, os ovos fornecem proteínas de alta qualidade, gorduras boas, vitaminas, minerais e colina. No entanto, cada unidade também traz uma dose significativa de colesterol, e é justamente aí que mora a atenção.
Qual a diferença nutricional entre a clara e a gema?
Abellán esclarece que a clara é praticamente proteína pura, enquanto a gema concentra nutrientes importantes, mas também muito colesterol. “A clara do ovo é rica em proteínas e a gema tem outros nutrientes, mas também é rica em colesterol”, disse.
O médico reforça que todo colesterol que ingerimos impacta diretamente nos níveis do corpo. “Quanto menos colesterol consumirmos na dieta, melhor será para a saúde cardiovascular a longo prazo”, afirmou.
Quantos ovos comer por semana?
De acordo com Abellán, não é preciso “demonizar” o alimento, mas também não convém exagerar. Ele recomenda consumir no máximo 3 a 4 ovos por semana dentro de uma dieta equilibrada. Comer ovos todos os dias, segundo ele, pode trazer um impacto cumulativo no colesterol.
“Um ovo contém 200 mg de colesterol; cada 100 mg aumentam o colesterol do corpo em 5 mg. Se você comer três ovos por dia, seu colesterol pode subir 30 mg diariamente, o que é bastante”, alertou.
Ovos brancos e marrons: tem diferença?
Outro ponto que costuma gerar dúvida é a cor da casca. Muita gente acredita que ovos marrons seriam mais nutritivos ou naturais, mas o especialista lembra que a diferença está apenas na raça da galinha.
- Galinhas de plumagem clara botam ovos brancos.
- Galinhas de plumagem avermelhada ou marrom botam ovos marrons.
Segundo o avicultor Thomas Folco, de Córdoba, o sabor e a qualidade são os mesmos. O que muda é que galinhas que produzem ovos marrons são maiores, comem mais ração e têm ciclo de postura mais longo, o que encarece o preço. Além disso, em muitos países, o consumidor associa ovos marrons a um produto “mais natural”, aumentando a procura.
Resumindo: os ovos podem sim fazer parte da sua alimentação, mas em moderação. Eles são nutritivos, práticos e saborosos — só não vale exagerar na frequência se a ideia é manter o coração saudável.