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Entenda a diferença entre o macarrão de R$ 4, R$ 10 e R$ 20 vendidos no mercado
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Esses elementos influenciam diretamente na textura, no sabor e até na digestibilidade da massa

Entenda a diferença entre o macarrão de R$ 4, R$ 10 e R$ 20 vendidos no mercado

Será que vale gastar mais na hora de comprar macarrão? (Crédito: Shutterstock)

Na prateleira do supermercado, o que parece ser apenas uma questão de marca ou embalagem esconde um universo complexo de produção.

Afina, por que um pacote de espaguete pode custar R$ 4 e outro da mesma gramatura ultrapassar R$ 20? A resposta envolve tecnologia, tempo e qualidade de matéria-prima.

Para entender essa diferença, é preciso mergulhar nos bastidores da fabricação da massa.

Como o macarrão é feito

Toda massa seca, como espaguete, penne, fusilli e afins, é feita a partir de dois ingredientes básicos: farinha e água. Essa mistura é trabalhada até ganhar uma textura semelhante à de areia molhada.

A partir daí, ela passa pelo processo de extrusão: a massa é pressionada por moldes que definem seu formato final.

É justamente nesse momento que surge uma das principais diferenças entre as massas baratas e as mais caras: o material do molde.

Moldes de teflon, usados nas massas mais populares, permitem que o processo seja mais rápido e barato, mas resultam em uma superfície muito lisa, que dificulta a aderência do molho.

Já os moldes de bronze, mais caros e lentos, criam atrito com a massa e deixam uma superfície porosa e rugosa — ideal para reter melhor o molho.

Tempo de secagem muda tudo

Outro fator crucial está no processo de secagem. Para baratear custos, muitas marcas populares aceleram essa etapa usando calor intenso durante poucas horas.

Isso compromete a estrutura da massa, que pode ficar mais quebradiça, perder textura e apresentar dificuldade em alcançar o ponto ideal de cozimento, o famoso al dente.

Nas massas premium, a secagem pode levar de 24 a 60 horas, em temperaturas mais baixas. Esse cuidado permite que a massa seque de forma uniforme e gradual, preservando a firmeza, a elasticidade e, consequentemente, melhorando a experiência na hora de comer.

A qualidade da farinha conta — e muito

A terceira grande diferença está na escolha da farinha. Massas mais baratas costumam utilizar farinha de trigo comum, com menor teor de proteína, o que resulta em uma massa menos firme, mais frágil ao cozimento e com menor valor nutricional.

Já as massas de maior valor utilizam sêmola de grano duro, uma farinha de trigo especial com alto teor de proteína e coloração mais amarelada.

Além de conferir uma textura superior, esse tipo de farinha pode apresentar até 15 g de proteína por porção de 80 g de massa, contra cerca de 6 a 8 g nas versões mais simples.

Como identificar uma boa massa na prateleira

Para quem deseja fazer uma escolha mais consciente, vale observar alguns pontos na embalagem:

  • Tipo de extrusão: procure por termos como "trafilatura al bronzo" ou "extrudado em bronze". Isso indica uma superfície mais rugosa e boa retenção de molho
  • Ingrediente principal: se estiver escrito “sêmola de grano duro” ou apenas “sêmola”, é sinal de uma farinha de qualidade superior
  • Tempo de cozimento: massas melhores geralmente indicam tempo de preparo mais longo, o que também sugere secagem lenta e melhor estrutura

Observando esses pontos, é possível fazer uma escolha apropriada da massa para o seu almoço ou jantar!

Vale a pena pagar mais?

A resposta depende do uso que se pretende dar à massa. Para pratos rápidos do dia a dia, em que o molho é o protagonista, uma massa comum pode atender bem.

Mas se a intenção é preparar uma receita especial ou valorizar o sabor e a textura da massa em si, investir em uma versão mais cara pode fazer toda a diferença.

Além disso, massas premium costumam render mais após o cozimento, por manterem a estrutura e não desmancharem.

O valor nutricional também pode ser superior, especialmente para quem busca alimentos com mais proteína e menor índice glicêmico.

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