Para perder barriga e melhorar o colesterol, a dieta do Atlântico pode ser sua nova aliada (Foto: Shutterstock)
Durante muitos anos, os benefícios da dieta Mediterrânea foram destaque na ciência e na nutrição, mas você conhece a Dieta do Atlântico? Bastante parecida com a mediterrânea, ela consiste em uma alimentação baseada no consumo elevado de peixe e crustáceos, bem como leguminosas, cereais, hortaliças e frutas; o consumo diário de produtos lácteos e moderado de carne, bem como a inclusão do azeite como principal gordura culinária e a moderada ingestão de vinho.
A dieta do Atlântico ou Dieta Atlântica se concentra na alimentação de uma região mais enxuta, que considera apenas algumas regiões de Portugal e Espanha, e não toda a parte meditarrânea da Europa. Estudiosos da Universidade de Santiago de Compostela concluíram em nova pesquisa o impacto positivo da Dieta Atlântica em fatores como o colesterol e a gordura abdominal.
“A dieta atlântica é muito semelhante à dieta mediterrânea, que está associada a menor risco de doenças cardiovasculares e síndrome metabólica”, afirmou a cientista Katherine Patton, uma das envolvidas no estudo ao portal norte-americano “Everyday Health”.
Barriga e taxas de colesterol de grupo estudado diminuíram
O estudo de seis meses aconteceu a partir de análise secundária de dados de um ensaio centrado na comunidade realizado entre 2014 e 2015 de uma comunidade rural à Noroeste da Espanha.
250 famílias passaram a comer a dieta atlântica e outro grupo instruído a continuar a comer sua dieta habitual. As pessoas que seguiam a dieta atlântica comiam grandes quantidades de peixe e frutos do mar, juntamente com alimentos à base de amido (como batatas), frutas secas, queijo, leite e ingestão moderada de carne e vinho.
As calorias consumidas, a rotina de atividade física e o uso de medicamentos e outras variáveis foram avaliadas no início e no final do estudo: a Dieta Atlântica levou a reduções na gordura da barriga e no colesterol LDL, chamado de “colesterol ruim”.
A circunferência da cintura e o colesterol LDL (também chamado de colesterol “ruim”) diminuíram no grupo que aderiu à Dieta Atlântica, enquanto a pressão arterial, os triglicerídeos e os níveis de açúcar no sangue em jejum não foram significativamente diferentes.
Então a Dieta Atlântica é mais saudável que a Dieta Mediterrânea?
As conclusões apresentadas por esse estudo não são significativas nesse sentido: para os especialistas envolvidos, ambas são boas opções na busca por uma alimentação equilibrada.
"Ambos os padrões alimentares demonstraram ser saudáveis. Acredito que a questão não é determinar qual é mais ou menos saudável, mas sim qual padrão alimentar melhor se adapta à população onde está sendo promovido”, afirmou Dr. Mar Calvo-Malvar, PhD , especialista do Hospital Clínico Universitário de Santiago de Compostela e também envolvido na pesquisa.
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