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Como a IA está ajudando a salvar milhares de filhotes de peixe pirarucu em viveiros no Brasil
Stephany MarianoPor  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Estudo inédito vai utilizar a tecnologia para ajudar na reprodução da espécie

Como a IA está ajudando a salvar milhares de filhotes de peixe pirarucu em viveiros no Brasil

Entenda como essa ferramenta está sendo útil para o maior peixe da Amazônia (Créditos: Shutterstock)

A inteligência artificial é uma ferramenta que está cada vez mais presente na rotina de muitas pessoas, ajudando a simplificar muitas tarefas. Essa tecnologia também pode oferecer muitas vantagens para estudos e pesquisas científicas, como é o caso do projeto da Embrapa Pesca e Aquicultura que está utilizando a IA para estudar o comportamento reprodutivo do pirarucu. O pirarucu é um dos peixes mais emblemáticos do Brasil, especialmente da Amazônia e o estudo pode ser importante para o acompanhamento da espécie. 

Como é o projeto que usa inteligência artificial para a reprodução de pirarucu?

A pesquisa, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem como objetivo aumentar a previsibilidade da reprodução do pirarucu e possibilitar novas aplicações tecnológicas na criação. O estudo adapta técnicas já usadas na análise comportamental de roedores para usar na aquicultura, que se trata da criação e cultivo de seres aquáticos. 

O uso de IA nessa área ainda é muito recente no Brasil, pois a maior parte das pesquisas usando essa ferramenta é de saúde, agronegócio de grãos e pecuária, por exemplo. Na pesquisa, a inteligência artificial ajuda a monitorar de forma automática os movimentos do pirarucu em vídeos contínuos, permitindo medir comportamentos como deslocamento, nível de atividade, interações entre os indivíduos e até identificar padrões relacionados à saúde ou às condições do ambiente de cultivo. 

Dessa forma, em vez de depender exclusivamente da observação humana, a IA fornece dados padronizados e constantes, tornando mais fácil acompanhar a produção e tomar decisões mais eficientes.

“A máquina conta quantas vezes o pirarucu sobe e faz uma planilha de Excel com dia, hora e as coordenadas do viveiro onde houve a aparição do peixe”, explica Lucas Torati, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura em matéria do site da Embrapa. Com a pesquisa a ideia também é mapear a formação do ninho formado pelo casal de pirarucus.

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