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3 g de gengibre por 8 semanas: estudo científico revela o que pode acontecer com o açúcar no sangue, intestino e fígado
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Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

O gengibre deve ser visto como parte da alimentação, não como tratamento isolado

3 g de gengibre por 8 semanas: estudo científico revela o que pode acontecer com o açúcar no sangue, intestino e fígado

O estudo mostra um possível efeito positivo sobre glicose em jejum e resistência à insulina (Crédito: SHutterstock)

O gengibre é conhecido pelo sabor picante e pelo uso em chás, sucos, caldos e receitas caseiras. Mas essa raiz também aparece em estudos científicos por causa de compostos bioativos, como gingeróis e shogaóis, que têm ação antioxidante e anti-inflamatória.

Um estudo publicado na revista científica Complementary Therapies in Medicine avaliou o efeito de 3 g de gengibre em pó por dia, durante 8 semanas, em pessoas com diabetes tipo 2. Vem entender os resultados!

O que o estudo mostrou sobre glicemia

A pesquisa acompanhou 88 pacientes com diabetes tipo 2. Parte recebeu cápsulas com gengibre em pó e parte recebeu placebo. Ao fim das 8 semanas, o grupo que consumiu gengibre apresentou melhora em marcadores ligados ao controle glicêmico.

Entre os resultados observados estavam redução da glicose em jejum, melhora da hemoglobina glicada e queda em índices relacionados à resistência à insulina. Na prática, isso sugere que o organismo passou a lidar melhor com a glicose, embora o gengibre não possa ser tratado como substituto de remédio.

Principais pontos da pesquisa

3 g de gengibre por 8 semanas: estudo científico revela o que pode acontecer com o açúcar no sangue, intestino e fígado
  • A dose usada foi de 3 g de gengibre em pó por dia
  • O acompanhamento durou 8 semanas
  • O estudo envolveu pacientes com diabetes tipo 2
  • Houve melhora na glicose em jejum
  • Também houve melhora em marcadores de resistência à insulina
  • O gengibre foi usado em cápsulas, com dose controlada  

Esses dados são interessantes, mas precisam ser lidos com cuidado. Tomar chá de gengibre de vez em quando ou colocar um pedaço da raiz no suco não é a mesma coisa que usar 3 g por dia em cápsulas dentro de um estudo clínico.

Por que o fígado entra nessa história

O fígado participa diretamente do controle do açúcar no sangue. Ele armazena glicose, libera glicose em períodos de jejum e também atua na produção de glicose quando o corpo precisa de energia.

Por isso, quando um estudo observa melhora da glicemia em jejum e da resistência à insulina, o metabolismo hepático também entra na explicação.

Isso não significa que o gengibre “regenere” o fígado, mas que pode influenciar processos ligados ao uso da glicose pelo organismo.

E o intestino?

A relação entre gengibre e intestino vem de outra linha de estudos. Pesquisadores ligados à Georgia State University e ao Atlanta Veterans Affairs Medical Center investigaram partículas derivadas do gengibre em modelos de inflamação intestinal.

Nesses estudos experimentais, essas partículas mostraram potencial para reduzir inflamação e favorecer a recuperação da camada que reveste o intestino. Ainda assim, isso não autoriza dizer que gengibre trata doença de Crohn, retocolite ou qualquer problema intestinal por conta própria.

Como usar gengibre na alimentação

3 g de gengibre por 8 semanas: estudo científico revela o que pode acontecer com o açúcar no sangue, intestino e fígado
  • Ralado em sopas, caldos e legumes
  • Em chás com limão ou hortelã
  • Em marinadas para frango, peixe ou carne
  • Batido em sucos, sempre em pequena quantidade
  • Em molhos para saladas
  • Em bolos, biscoitos e preparos doces  

Na cozinha, pequenas quantidades já bastam. O gengibre tem sabor forte e pode deixar receitas ardidas se usado em excesso. Para quem não tem costume, o melhor é começar com pouco e observar a tolerância.

Quem precisa ter cuidado

Apesar de ser um alimento comum, gengibre em dose concentrada não é indicado para todo mundo sem orientação. Pessoas que usam remédios para diabetes devem ter atenção, porque qualquer substância com potencial de interferir na glicemia pode exigir ajuste ou acompanhamento.

O mesmo vale para quem usa anticoagulantes, tem gastrite forte, refluxo importante, problemas de coagulação ou cirurgia marcada. Nesses casos, suplemento de gengibre deve ser discutido com médico ou nutricionista.

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