Seu joelho dói? Fisioterapeuta explica por que o repouso pode piorar a situação.
Sentir dor no joelho, dificuldade para subir escadas ou até para levantar do sofá é mais comum do que parece. Muitas pessoas, ao perceberem esses sinais, logo pensam em “desgaste” e acreditam que não há muito o que fazer além de aceitar o desconforto.
Segundo o fisioterapeuta Pedro Azañón, essa ideia não é totalmente verdadeira.
“Muitos pacientes chegam à clínica preocupados, convencidos de que sua articulação está ‘desgastada’ e que a única coisa que podem fazer é descansar ou se resignar à dor. Mas isso não é totalmente verdade.”
De acordo com Pedro, com informação e cuidados certos, é possível aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
O que é a osteoartrite do joelho?
A osteoartrite é uma doença degenerativa que afeta as articulações. No caso do joelho, ela acontece porque essa região é usada o tempo todo, seja ao caminhar, subir escadas, agachar ou até sentar.
Com o passar dos anos, a cartilagem que protege os ossos vai ficando mais fina e perde qualidade. Isso faz com que a articulação perca seu “amortecimento”, ficando mais rígida.
Como resultado, surgem sintomas como:
- Dor frequente
- Rigidez ao se movimentar
- Inchaço
- Estalo
- Sensação de fraqueza
Além da idade, fatores como sobrepeso, lesões antigas e esportes de alto impacto também podem acelerar esse processo.
Dor não é sinônimo de fim da mobilidade
Apesar de ser um desgaste natural, a osteoartrite não significa que a pessoa precisa conviver com dor constante. Pedro explica que outros fatores influenciam bastante os sintomas.
“Grande parte da dor pode ser causada por inflamação, inatividade ou outros fatores relacionados ao estilo de vida.”
A perda de força muscular também tem impacto direto na estabilidade do joelho, aumentando o desconforto no dia a dia. O maior erro é parar de se movimentar. Quando a dor aparece, muitas pessoas acreditam que o melhor é descansar. Mas, na maioria dos casos, isso pode piorar a situação.
Pedro explica que o movimento ajuda a “lubrificar” a articulação, reduzindo a rigidez e melhorando a circulação na região.
“O que o seu joelho precisa não é de repouso, mas sim de movimento”, afirma o fisioterapeuta.
Claro, isso não significa forçar além do limite. O ideal é manter atividades adaptadas à sua condição.
Três exercícios para aliviar a osteoartrite do joelho
Pedro recomenda uma rotina simples, baseada no funcionamento do joelho:
“Trabalhamos a flexão e a extensão para reduzir a rigidez, ativamos a musculatura para melhorar a estabilidade e usamos exercícios isométricos para ganhar força com segurança.”
Veja os principais:
1. Flexão e extensão do joelho
- Deite-se na cama e coloque uma toalha enrolada sob o joelho.
- Faça movimentos lentos de dobrar e esticar a perna. Ao estender, pressione a toalha por cinco segundos.
- Esse exercício ajuda a diminuir a rigidez.
2. Elevação do calcanhar
- Em pé, apoiado em uma parede ou cadeira, fique na ponta dos pés por cerca de três segundos.
- Repita o movimento.
- Ele fortalece a panturrilha, que ajuda na estabilidade do joelho.
3. Agachamento com apoio
- Use uma cadeira como apoio.
- Agache até onde for confortável e mantenha a posição por cinco a dez segundos.
- É um ótimo exercício para ganhar força e mobilidade aos poucos.
Movimento com respeito ao seu corpo
A prática de exercícios deve sempre respeitar seus limites. Forçar demais pode causar mais dor e desmotivação.
“Não se trata de forçar, mas de respeitar o seu limite de dor, progredir de forma sensata e compreender o que o seu corpo realmente precisa.”, reforça Pedro.
Com orientação profissional, constância e paciência, é possível conviver melhor com a osteoartrite e manter uma vida ativa.
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