A escolha do fermento certo faz toda a diferença no resultado das receitas.
Quem nunca seguiu uma receita à risca e acabou com um bolo pesado ou um pão que simplesmente não cresceu? Em muitos casos, o problema pode estar no fermento. Apesar de parecerem semelhantes, o fermento químico e o fermento biológico funcionam de maneiras completamente diferentes.
A escolha certa ajuda a garantir bolos fofinhos, pães macios e massas com a textura perfeita. Já a troca errada pode transformar qualquer preparo em uma verdadeira frustração.
O que é fermento químico?
O fermento químico é o mais usado em receitas rápidas, como bolos, muffins, panquecas e algumas tortas. É aquele famoso “fermento para bolo” encontrado em potinhos ou sachês.
Ele funciona através de uma reação química. Quando entra em contato com líquidos e calor, libera gás carbônico, criando bolhas que fazem a massa crescer rapidamente.
Por agir quase imediatamente, esse tipo de fermento não precisa de tempo de descanso.
O que é fermento biológico?
Já o fermento biológico funciona de forma totalmente diferente. Ele é composto por microrganismos vivos, geralmente leveduras, que fermentam os açúcares da massa e liberam gases lentamente.
Esse processo faz a massa crescer aos poucos, criando uma textura mais aerada e elástica. É por isso que receitas com fermento biológico precisam descansar antes de ir ao forno.
Ele é indispensável em preparos como pães, pizzas, roscas, focaccias e massas fermentadas.
Fermento biológico seco ou fresco: qual a diferença?
O fermento biológico pode ser encontrado em duas versões:
Fermento biológico seco
Vendido em sachês, é mais prático e costuma durar mais tempo na despensa.
Fermento biológico fresco
Encontrado em tabletes, precisa ficar refrigerado e tem validade menor.
Os dois funcionam bem, mas o seco acabou se tornando o mais popular justamente pela praticidade no dia a dia.
Afinal, qual a principal diferença entre eles?
A grande diferença está na forma como fazem a massa crescer. O fermento químico age rapidamente através de reação química. Já o fermento biológico depende da fermentação natural das leveduras, o que exige tempo.
Por isso, seguir o tipo de fermento indicado na receita faz toda a diferença. Se a massa precisa descansar e crescer antes de assar, provavelmente o fermento é biológico. Se basta misturar tudo e levar ao forno, o químico costuma ser o ideal.
Dá para substituir um pelo outro?
Na maioria das vezes, não. Mesmo que ambos façam a massa crescer, o resultado final muda bastante. Um pão feito com fermento químico dificilmente terá a textura leve e elástica característica das massas fermentadas. Já um bolo preparado com fermento biológico pode ficar pesado e com gosto estranho.
Agora que você já sabe qual fermento usar, fica muito mais fácil acertar nas receitas. E se a ideia é colocar a mão na massa, o TudoGostoso tem opções deliciosas de bolos, pães caseiros e muitas outras receitas para testar na cozinha.
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