Resgatar o consumo consciente de vísceras pode ser uma estratégia eficaz para melhorar a ingestão de nutrientes (Crédito: Shutterstock)
Em meio a tantas discussões sobre superalimentos, suplementos caros e dietas da moda, um ingrediente simples, barato e amplamente disponível segue sendo ignorado pela maioria das pessoas.
Segundo o médico Sergio Francisco em seu Instagram, um dos alimentos mais nutritivos que existem raramente aparece no prato do brasileiro, apesar de oferecer uma densidade nutricional difícil de ser igualada...
Por que o fígado bovino é considerado tão nutritivo
No vídeo publicado em seu perfil no Instagram o médico fala dos benefícios do fígado bovino, uma víscera que concentra vitaminas e minerais essenciais em níveis superiores aos da maioria dos cortes de carne.
Essa carne se destaca por apresentar concentrações elevadas de micronutrientes fundamentais para o funcionamento do organismo, como vitamina A, vitamina B12, folato, riboflavina, além de minerais como ferro, zinco e selênio.
Um dos pontos mais importantes ressaltados pelo médico é a presença do ferro do tipo heme, forma que possui maior taxa de absorção pelo organismo humano. Esse detalhe faz grande diferença, especialmente para a prevenção e o combate da anemia.
Diferentemente do ferro presente em fontes vegetais, o ferro heme é mais facilmente aproveitado pelo corpo, reduzindo o risco de deficiência mesmo em quantidades menores.
Biodisponibilidade: o diferencial que muita gente ignora
Um dos conceitos centrais abordados por Sergio Francisco é o de biodisponibilidade, termo que se refere à quantidade real de um nutriente que, após ingerido, é de fato absorvido e utilizado pelo organismo.
Nesse ponto, o fígado bovino leva ampla vantagem. A biodisponibilidade de nutrientes como ferro e vitamina A presentes nessa víscera é significativamente maior quando comparada às fontes vegetais.
Isso significa que, mesmo consumindo alimentos ricos nesses nutrientes de origem vegetal, o organismo pode absorver menos do que absorveria a partir do fígado.
Segundo o médico, dietas que incluem vísceras, especialmente o fígado, apresentam melhor adequação de micronutrientes como vitamina B12, ferro, zinco, selênio e vitamina A quando comparadas a dietas exclusivamente vegetais.
Essa diferença ajuda a explicar por que algumas pessoas desenvolvem deficiências mesmo mantendo uma alimentação considerada “rica” em vegetais.
Impactos na imunidade e na saúde geral
Outro ponto destacado no vídeo é a relação entre esses micronutrientes e o sistema imunológico. Vitaminas e minerais como vitamina A, zinco e selênio desempenham papel direto na resposta imune.
Ao incluir o fígado bovino na alimentação, há uma melhora natural da ingestão desses nutrientes, o que pode contribuir para uma imunidade mais eficiente. Não se trata de um efeito isolado ou milagroso, mas do resultado direto de uma nutrição mais completa e bem absorvida.
O médico também ressalta que o fígado bovino é um alimento barato e acessível, o que o torna ainda mais relevante do ponto de vista de saúde pública.
Um alimento ainda subestimado
Apesar de todos esses benefícios, o fígado bovino perdeu espaço nas refeições ao longo dos anos, muitas vezes por preconceito ou por mudanças nos hábitos alimentares.
Resgatar o consumo consciente de vísceras, especialmente do fígado, pode ser uma estratégia eficaz para melhorar a ingestão de micronutrientes essenciais, apoiar a imunidade e reduzir o risco de deficiências nutricionais.
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