Volta às aulas exige atenção redobrada com a saúde e a prevenção de infecções nas escolas. (Foto: Shutterstock)
O início do ano letivo traz novos aprendizados, convivência diária e muita troca entre as crianças, no entanto, também favorece a circulação de vírus, especialmente os respiratórios. Segundo a otorrinopediatra Roberta Pilla, "uma criança que frequenta a escola pode ter, em média, dois episódios infecciosos por mês". Por isso, o período exige atenção redobrada de famílias e escolas quando o assunto é prevenção de infecções.
É comum que crianças em idade escolar apresentem episódios frequentes de viroses ao longo do ano. Esse processo faz parte do desenvolvimento do sistema imunológico, mas algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco de contágio e a gravidade dos quadros.
Por que as infecções são mais comuns no ambiente escolar?
Salas de aula reúnem muitas crianças em contato direto e são um cenário propício para a transmissão de vírus e bactérias, principalmente nos primeiros anos de vida, quando a imunidade ainda está em formação.
Com o passar do tempo, a tendência é que o número de infecções diminua, à medida que o organismo amadurece e aprende a se defender melhor. Ainda assim, ações coordenadas entre escola e família fazem diferença na prevenção.
Cuidados que ajudam a reduzir infecções em crianças
Algumas condutas simples, quando adotadas de forma contínua, ajudam a conter a circulação de vírus no dia a dia escolar:
- Manter ambientes bem ventilados e evitar locais fechados e pouco arejados
- Manter a vacinação em dia, conforme o calendário infantil
- Incentivar a hidratação adequada ao longo do dia
- Ensinar e reforçar hábitos de higiene, como lavar as mãos regularmente
- Utilizar álcool gel quando não for possível lavar as mãos
- Evitar contato próximo com pessoas com sintomas respiratórios
- Estimular o uso de lenço descartável para limpar o nariz
- Ensinar a cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar
- Evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal
- Garantir uma alimentação variada e rica em nutrientes
Esses cuidados ajudam não apenas a prevenir infecções, mas também a criar hábitos saudáveis que acompanham a criança ao longo da vida.
Quando a criança deve ficar em casa?
Mesmo com todos os cuidados, é possível que a criança adoeça. Nesses casos, a permanência em casa é fundamental para a recuperação e para evitar novos contágios.
Quadros com febre, diarreia ou vômitos indicam a necessidade de afastamento da escola até a melhora dos sintomas. "O afastamento depende da doença e do estado geral da criança", explica a otorrinopediatra. "Depois de 24 horas sem febre, na maioria dos casos, a criança já pode retornar às atividades escolares", completa. Em casos de viroses respiratórias, o retorno costuma ser seguro após 24 horas sem febre. Já quadros gripais podem exigir um período maior de afastamento, geralmente entre cinco e sete dias.
Como fortalecer a saúde respiratória infantil
Além da prevenção no ambiente escolar, alguns cuidados em casa ajudam a fortalecer o organismo das crianças:
Alimentação equilibrada, com boa oferta de vitaminas e minerais
- Hidratação adequada todos os dias
- Higiene nasal regular com solução salina ou soro fisiológico
- Tratamento adequado de rinites e problemas nasais
- Evitar exposição à fumaça de cigarro
- Manter a casa limpa, arejada e com aparelhos de ventilação higienizados
Cuidados especiais com crianças menores
Para os pequenos, especialmente bebês e crianças em idade pré-escolar, algumas estratégias ganham ainda mais importância. Aleitamento materno, boa qualidade de sono, alimentação com menos ultraprocessados e estímulo a atividades físicas e brincadeiras ao ar livre contribuem diretamente para o fortalecimento da imunidade.
Manter a criança ativa, em contato com a natureza e em movimento, também faz parte de uma rotina saudável que ajuda na prevenção de doenças.
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