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Roberta Pilla, médica: "Criança que frequenta escola pode ter até duas infecções por mês”: como reduzir o risco nas salas de aula
Jéssica AntunesPor  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

Com a volta às aulas, cuidados simples em casa e na escola ajudam a proteger a saúde das crianças e a reduzir a circulação de vírus no ambiente escolar

Roberta Pilla, médica: "Criança que frequenta escola pode ter até duas infecções por mês”: como reduzir o risco nas salas de aula

Volta às aulas exige atenção redobrada com a saúde e a prevenção de infecções nas escolas. (Foto: Shutterstock)

O início do ano letivo traz novos aprendizados, convivência diária e muita troca entre as crianças, no entanto, também favorece a circulação de vírus, especialmente os respiratórios. Segundo a otorrinopediatra Roberta Pilla, "uma criança que frequenta a escola pode ter, em média, dois episódios infecciosos por mês". Por isso, o período exige atenção redobrada de famílias e escolas quando o assunto é prevenção de infecções.

É comum que crianças em idade escolar apresentem episódios frequentes de viroses ao longo do ano. Esse processo faz parte do desenvolvimento do sistema imunológico, mas algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco de contágio e a gravidade dos quadros.

Por que as infecções são mais comuns no ambiente escolar?

Salas de aula reúnem muitas crianças em contato direto e são um cenário propício para a transmissão de vírus e bactérias, principalmente nos primeiros anos de vida, quando a imunidade ainda está em formação.

Com o passar do tempo, a tendência é que o número de infecções diminua, à medida que o organismo amadurece e aprende a se defender melhor. Ainda assim, ações coordenadas entre escola e família fazem diferença na prevenção.

Cuidados que ajudam a reduzir infecções em crianças

Algumas condutas simples, quando adotadas de forma contínua, ajudam a conter a circulação de vírus no dia a dia escolar:

  • Manter ambientes bem ventilados e evitar locais fechados e pouco arejados
  • Manter a vacinação em dia, conforme o calendário infantil
  • Incentivar a hidratação adequada ao longo do dia
  • Ensinar e reforçar hábitos de higiene, como lavar as mãos regularmente
  • Utilizar álcool gel quando não for possível lavar as mãos
  • Evitar contato próximo com pessoas com sintomas respiratórios
  • Estimular o uso de lenço descartável para limpar o nariz
  • Ensinar a cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar
  • Evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal
  • Garantir uma alimentação variada e rica em nutrientes

Esses cuidados ajudam não apenas a prevenir infecções, mas também a criar hábitos saudáveis que acompanham a criança ao longo da vida.

Quando a criança deve ficar em casa?

Mesmo com todos os cuidados, é possível que a criança adoeça. Nesses casos, a permanência em casa é fundamental para a recuperação e para evitar novos contágios.

Quadros com febre, diarreia ou vômitos indicam a necessidade de afastamento da escola até a melhora dos sintomas. "O afastamento depende da doença e do estado geral da criança", explica a otorrinopediatra. "Depois de 24 horas sem febre, na maioria dos casos, a criança já pode retornar às atividades escolares", completa. Em casos de viroses respiratórias, o retorno costuma ser seguro após 24 horas sem febre. Já quadros gripais podem exigir um período maior de afastamento, geralmente entre cinco e sete dias.

Como fortalecer a saúde respiratória infantil

Além da prevenção no ambiente escolar, alguns cuidados em casa ajudam a fortalecer o organismo das crianças:

Alimentação equilibrada, com boa oferta de vitaminas e minerais

  • Hidratação adequada todos os dias
  • Higiene nasal regular com solução salina ou soro fisiológico
  • Tratamento adequado de rinites e problemas nasais
  • Evitar exposição à fumaça de cigarro
  • Manter a casa limpa, arejada e com aparelhos de ventilação higienizados

Cuidados especiais com crianças menores

Para os pequenos, especialmente bebês e crianças em idade pré-escolar, algumas estratégias ganham ainda mais importância. Aleitamento materno, boa qualidade de sono, alimentação com menos ultraprocessados e estímulo a atividades físicas e brincadeiras ao ar livre contribuem diretamente para o fortalecimento da imunidade.

Manter a criança ativa, em contato com a natureza e em movimento, também faz parte de uma rotina saudável que ajuda na prevenção de doenças.

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