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Quase ninguém percebe, mas existe um grande problema nos cafés da manhã de hotel (e o que pode mudar para os hóspedes)
Adriana DouglasPor  Adriana Douglas

Se você gosta da fartura de pães, bolos, frutas e bebidas que o café da manhã dos hotéis oferece, talvez seja hora de repensar

Quase ninguém percebe, mas existe um grande problema nos cafés da manhã de hotel (e o que pode mudar para os hóspedes)

Muitos hotéis ao redor do mundo já estão mudando a forma que servem o café da manhã para os hóspedes (Créditos: Shutterstock)

Se tem uma coisa que faz muita gente sorrir na hora de reservar um hotel é o café da manhã oferecido pelo estabelecimento. Mesas repletas de frutas, pães de todos os tipos, sucos variados, frios, bolos, ovos mexidos… parece o paraíso para começar o dia. Porém, por trás dessa fartura irresistível, existe um detalhe problemático que passa batido para muita gente.

O inconveniente em questão não está no sabor, nem no frescor dos alimentos, mas, sim, no que acontece depois que todos os hóspedes já se levantaram da mesa. E o que para os visitantes pode significar variedade e liberdade de escolha, para o planeta representa um peso enorme e silencioso. Estamos falando do desperdício de alimentos

Qual é o problema dos bufês de café da manhã dos hotéis?

Para entender a controvérsia que envolve os fartos bufês de café da manhã da rede hoteleira mundial, é preciso conhecer algumas estatísticas primeiro. Desde 2021, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) desenvolve um relatório anual, chamado Índice de Desperdício de Alimentos, que monitora o desperdício de alimentos globalmente.

Esse documento analisa o desperdício no varejo, nos serviços alimentares e em domicílios, fornecendo dados para que os países estabeleçam metas que ajudem a reduzir o desperdício alimentar pela metade até 2030.

O relatório mais recente, de 2024, indica que o mundo desperdiçou mais de um bilhão de toneladas de alimentos só no ano de 2022. Desse total, 28% vieram de serviços de alimentação. E entre os maiores responsáveis pelo descarte de alimentos dentro desse setor, estão justamente os grandiosos bufês de café da manhã dos hotéis.

Só que, além do descarte de alimentos (que é ruim por si só), esse desperdício não envolve apenas a comida que não é consumida ali na hora. Segundo o relatório do PNUMA, existe um custo muito mais pesado embutido nisso, que inclui o gasto de água, energia, tempo e a própria produção de lixo, por exemplo. Ou seja, muita coisa se perde junto com aquele croissant esquecido lá no canto da ilha do bufê.

E por que tudo isso importa (e o que pode mudar para os hóspedes)?

Embora seja muito tentador, o bufê de café da manhã dos hotéis representa um estrago ambiental completo e ainda estimula as pessoas a comerem mais do que realmente necessitam. Mas a boa notícia é que diversos estabelecimentos ao redor do mundo já estão implementando soluções práticas, inteligentes e sustentáveis, que favorecem não só o planeta, mas também os próprios hóspedes.

Alguns hotéis começaram a oferecer porções mais modestas de seus pratos, itens de consumo individual ou então optaram por finalizar algumas comidas apenas na hora de servir – o que garante mais frescor para quem vai comer e ainda reduz o desperdício.

Já outros locais utilizam placas motivacionais (com os dizeres “pegue só o que vai comer”, por exemplo) ou fazem parcerias com apps e entidades que reaproveitam as sobras em vez de jogá-las fora – algumas são doadas ou vendidas com desconto.

Diante de todas essas iniciativas, você já pensou como pode contribuir para essa mudança?

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