Consumido na medida certa, o café pode contribuir para a saúde do fígado, do cérebro e do metabolismo. (Foto: Shutterstock)
O café faz parte da rotina de milhões de brasileiros, mas seus benefícios vão muito além da cafeína. Rico em compostos antioxidantes, ele pode contribuir para a saúde do organismo quando consumido na quantidade adequada. Continue a leitura para descobrir qual é a dose considerada ideal pela ciência.
O café reúne compostos que fazem bem ao organismo
Muito além da cafeína, o café contém mais de mil substâncias naturais. Entre elas estão os polifenóis, como o ácido clorogênico, conhecidos pela ação antioxidante e anti-inflamatória, além das melanoidinas, formadas durante a torra, que ajudam a alimentar bactérias benéficas da microbiota intestinal.
Os diterpenos, como cafestol e kahweol, também fazem parte da composição da bebida. Embora possam beneficiar a saúde do fígado, eles também podem elevar o colesterol LDL quando presentes em cafés preparados sem filtragem.
O filtro faz diferença
Para quem tem colesterol alto, o ideal é preparar o café utilizando filtro de papel ou métodos filtrados. Isso porque o filtro retém boa parte dos diterpenos responsáveis pelo aumento do colesterol ruim.
Já bebidas preparadas sem filtro, como o café turco ou fervido, concentram uma quantidade maior dessas substâncias.
Quantas xícaras são recomendadas?
Segundo os maiores estudos publicados nos últimos anos, a faixa de consumo associada aos maiores benefícios fica entre duas e quatro xícaras por dia. Uma dose corresponde a cerca de 25 a 30 ml de café expresso ou 240 ml de café coado.
A dose considerada ideal
Os pesquisadores observaram que o consumo de três xícaras diárias oferece um bom equilíbrio entre benefícios e segurança para a maioria das pessoas.
Acima de cinco ou seis xícaras por dia, os benefícios deixam de aumentar e podem surgir efeitos indesejados, como ansiedade, palpitações, refluxo e dificuldade para dormir.
Como o café beneficia o fígado, o cérebro e o metabolismo
Diversas pesquisas associam o consumo moderado de café à redução do risco de doenças crônicas.
No fígado, o efeito é um dos mais expressivos. Estudos indicam que consumir de duas a três xícaras por dia pode reduzir em cerca de 40% o risco de cirrose e diminuir pela metade o risco de câncer de fígado.
Outros benefícios observados pelas pesquisas
Além da proteção hepática, os estudos também apontam que o consumo moderado de café está associado a:
- redução de até 30% no risco de diabetes tipo 2;
- menor risco de doenças como Parkinson e Alzheimer;
- redução do risco de insuficiência cardíaca;
- menor probabilidade de desenvolver depressão;
- diminuição do risco de alguns tipos de câncer, como colorretal, endométrio e melanoma.
Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou o café da lista de possíveis agentes cancerígenos. Desde então, as evidências científicas apontam que a bebida oferece mais benefícios do que riscos para a maioria da população.
Cuidados para aproveitar os benefícios
Além da quantidade, alguns hábitos ajudam a potencializar os efeitos positivos da bebida.
Recomendações importantes
- prefira café preparado com filtro de papel;
- evite adicionar açúcar sempre que possível;
- procure não consumir café após as 17h para não prejudicar o sono;
- gestantes devem limitar o consumo a até duas xícaras por dia;
- pessoas com gastrite, arritmias, crises de ansiedade ou hipertensão sem controle médico devem consumir a bebida com orientação profissional.
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