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O segredo que toda avó conhece: por que a forma com buraco no meio deixa bolos e pudins mais leves e perfeitos
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

A forma com buraco no meio não é apenas um utensílio, é um legado culinário!

O segredo que toda avó conhece: por que a forma com buraco no meio deixa bolos e pudins mais leves e perfeitos

Graças a essa forma, bolos e pudins saem do forno mais leves, aerados e uniformes (Crédito: Shutterstock)

Quem cresceu vendo a avó preparar um bolo no fim da tarde ou um pudim no domingo certamente lembra da clássica forma com furo no meio, também chamada de forma de pudim ou forma chaminé.

Esse utensílio, presente em praticamente todas as cozinhas brasileiras, não está ali por acaso: o formato com o buraco central tem uma função essencial que vai muito além da estética.

Ele é o verdadeiro segredo por trás de bolos mais fofinhos, assados uniformemente e pudins com textura cremosa, sem partes cruas ou queimadas...

A origem da forma com furo

A ideia não é brasileira, ela nasceu na Europa, especialmente em países como Áustria, Alemanha e Hungria, onde bolos tradicionais como o Gugelhupf já utilizavam esse formato.

Naquela época, os fornos domésticos ainda não distribuíam o calor de maneira uniforme. A parte central das massas demorava muito mais a assar do que as bordas, o que fazia o bolo queimar por fora antes de cozinhar por dentro.

O buraco no meio foi a solução perfeita: ele permite que o calor circule também pelo centro da massa, garantindo um cozimento mais rápido e homogêneo.

Essa invenção simples melhorou não só o aspecto e a textura dos bolos, mas também inspirou a criação de sobremesas icônicas, como o pudim de leite português, que depende justamente desse formato para atingir a consistência certa.

Do forno europeu à cozinha brasileira

Quando a tradição portuguesa chegou ao Brasil, a forma com furo no meio se consolidou como símbolo de doçaria caseira. Ela passou a ser usada não apenas em pudins, mas também nos bolos mais clássicos da culinária nacional, como o de fubá, o de cenoura com cobertura de chocolate e o de laranja. Esses bolos, muitas vezes servidos ainda mornos, se tornaram parte da memória afetiva de gerações.

Com o tempo, o formato também ganhou versões salgadas, como o cuscuz paulista e a torta de frango de forno, que se beneficiam igualmente da distribuição de calor. No Brasil, o bolo “com buraco no meio” virou praticamente um sinônimo de receita caseira, aquele tipo de comida que carrega sabor, tradição e afeto.

Por que o formato faz diferença

A explicação é puramente técnica: o furo central aumenta a área de contato com o calor dentro do forno, permitindo que o centro da massa asse ao mesmo tempo que as bordas. Isso evita dois problemas comuns — bolos com miolo cru e pudins com textura quebradiça. O resultado é uma estrutura mais leve, uniforme e úmida

Nos pudins, a vantagem é ainda mais evidente. Durante o cozimento em banho-maria, o calor chega de forma delicada e constante tanto pelas laterais quanto pelo centro da forma. Essa distribuição térmica controlada impede que a sobremesa fique talhada ou com partes endurecidas, garantindo a cremosidade ideal.

As formas de hoje: tradição e inovação

Com a evolução da culinária doméstica, o utensílio também se modernizou. Hoje, existem formas antiaderentes, de silicone e até com desenhos decorativos, que mantêm a mesma função do modelo clássico, mas facilitam o desenforme e reduzem o uso de gordura.

Mesmo assim, o princípio continua o mesmo: o buraco central segue sendo o grande responsável pelo cozimento perfeito.

Além disso, há uma questão de sustentabilidade e praticidade. As formas modernas conduzem melhor o calor e podem ir tanto ao forno quanto à airfryer, tornando o preparo mais rápido e econômico.

E, claro, ainda há quem prefira as antigas formas de alumínio, herança das avós, que guardam não só a tradição, mas também a memória afetiva de receitas que atravessam gerações.

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