O segredo está em comprar folhas bonitas, armazenar do jeito certo e usar a rúcula em combinações que valorizem seu sabor (Crédito: Shutterstock)
A rúcula costuma aparecer como coadjuvante no prato: entra na salada, finaliza a pizza, dá um toque apimentado no sanduíche ou vira base para um pesto rápido.
Mas essa folha de sabor marcante é mais interessante do que parece. Por trás da textura delicada e do gosto levemente picante, existe um alimento com poucas calorias e bons nutrientes.
Por que a rúcula tem sabor tão marcante
O gosto da rúcula pode variar bastante. Folhas menores e mais jovens costumam ser mais suaves, enquanto folhas grandes, escuras e bem recortadas tendem a ser mais picantes e amargas.
Também há diferença entre a rúcula comum, encontrada facilmente em mercados, e a rúcula selvagem, que costuma ter folhas mais estreitas e sabor bem mais intenso.
Esse sabor forte pode dividir opiniões, mas é justamente ele que torna a rúcula tão útil na cozinha. Uma porção pequena já muda o prato, trazendo frescor, leve amargor e aroma.
Por isso, ela combina tão bem com alimentos mais gordurosos ou cremosos, como queijos, azeite, castanhas, massas, pizzas caseiras e carnes.
Os nutrientes que fazem da rúcula uma folha poderosa
Apesar de ser leve e pouco calórica, a rúcula concentra nutrientes importantes para o organismo. Ela não substitui uma alimentação variada, mas pode contribuir bastante quando entra com frequência no cardápio, especialmente em saladas, bowls, sanduíches e acompanhamentos.
Entre os principais destaques da rúcula, estão:
- Vitamina K, importante para a coagulação do sangue e para a saúde dos ossos
- Vitamina C, que participa da defesa do organismo e ajuda na absorção do ferro vegetal
- Folato, nutriente relacionado à formação de células e ao bom funcionamento do corpo
- Potássio, mineral importante para músculos, nervos e equilíbrio de líquidos
- Cálcio e ferro, presentes em quantidades interessantes para uma folha verde
- Fibras, que ajudam na saciedade e no funcionamento intestinal
Além desses nutrientes, a rúcula também oferece compostos vegetais com ação antioxidante. Eles ajudam o organismo a lidar com o estresse oxidativo, processo relacionado ao envelhecimento celular e ao impacto de uma rotina alimentar pobre em vegetais.
Rúcula é saudável, mas precisa ser bem armazenada
O mais importante é consumir folhas frescas, armazenar corretamente e não deixar o maço esquecido por vários dias. A rúcula deve ficar no gavetão da geladeira, de preferência sem lavar, envolta em papel-toalha ou pano levemente úmido e dentro de um pote ou saco com alguma ventilação.
Se já estiver lavada, o ideal é secar muito bem antes de guardar. Folhas úmidas estragam mais rápido, perdem textura e podem ficar com cheiro forte. Quando estiver amarelada, melada ou com aparência deteriorada, é melhor descartar.
Como incluir rúcula no cardápio sem enjoar
A rúcula costuma ser mais aproveitada crua, porque o calor reduz parte do frescor e da textura. Isso não impede que ela entre em receitas quentes, mas o melhor é adicioná-la no final, como acontece em pizzas, massas, risotos e sanduíches.
Uma boa dica é combinar rúcula com alguma gordura de qualidade, como azeite, castanhas, nozes ou queijo. Além de melhorar o sabor, essa combinação ajuda o corpo a aproveitar melhor alguns compostos presentes nos vegetais.
Também dá para usar a rúcula em pesto, batida com azeite, alho, castanhas, queijo e um pouco de limão. Fica ótima com macarrão, batatas, legumes assados ou torradas!
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