Conheça cidade da Paraíba onde os moradores não pagam conta de água. (créditos: Shutterstock)
Já imaginou morar em uma cidade em que você não precisa pagar a conta de água? Para os moradores da cidade paraibana de Itapororoca, isso não é apenas um sonho, mas a realidade. Isso mesmo! Desde a fundação do município, em 1961, a água é distribuída gratuitamente graças a uma nascente que abastece a cidade.
Mas, depois de 64 anos desse modelo raro, o cenário pode estar prestes a mudar. O crescimento urbano e a crise hídrica estão pressionando o sistema a criar uma concessionária de abastecimento de água, que já foi aprovada, mas ainda sem data definida para entrar em vigor.
A nascente que sustenta a gratuidade há mais de seis décadas
A água de Itapororoca vem de uma nascente própria que funciona como um reservatório natural da cidade. Desde a década de 60, essa fonte abastece as residências urbanas, garantindo o fornecimento sem cobrança.
Além de atender às casas, a mesma água abastece as piscinas do Parque da Nascença, um ponto turístico e área de preservação ambiental da cidade. Esse uso múltiplo torna a gestão do recurso ainda mais delicada, especialmente em tempos de seca.
De mil famílias para mais de cinco mil residências
Quando a política de gratuidade começou, a nascente abastecia cerca de mil famílias. Hoje, a cidade já conta com mais de cinco mil residências urbanas, o que aumentou significativamente a demanda sobre a água disponível.
Apesar do histórico de resistência da nascente, que nunca secou mesmo em períodos de seca, o aumento populacional coloca o sistema sob pressão e força decisões sobre o futuro do abastecimento.
Concessão à Cagepa avança devido a forte crise hídrica na cidade
No Brasil, as tarifas de cobrança de água variam bastante. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a média é de R$ 4,18 por metro cúbico, enquanto no Maranhão a tarifa mais baixa registrada é de R$ 1,62 por metro cúbico.
O modelo de Itapororoca, que durou mais de seis décadas, agora enfrenta um novo desafio: a crise hídrica. Com a água ficando mais escassa e a cidade crescendo, a Cagepa foi aprovada para assumir a gestão do serviço, mas não há data definida para a mudança.
Isso significa que, por enquanto, os moradores ainda vivem no sistema gratuito. Mas a aprovação indica que, cedo ou tarde, o histórico da cidade precisará ser ajustado, o que tende a gerar debates sobre o futuro da gratuidade e do uso sustentável da nascente.
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