Veja a trajetória de um jovem que decidiu construir seu futuro em sua cidade natal (Créditos: Shutterstock)
Bons negócios podem surgir de onde menos se espera e este é o caso de Italo Risi, um jovem italiano de 25 anos que transformou a sua paixão de infância em uma empresa que hoje é responsável por distribuir as ervas de Matese por todo o país.
As primeiras receitas usando as ervas medicinais cultivadas na região montanhosa foram criadas na garagem de seu avô e após investir em um projeto focado na biodiversidade, sustentabilidade e na cadeia de abastecimento local, essas mesmas receitas são apreciadas por muitos.
Uma paixão que virou negócio
Matese é uma cadeia de montanhas no sul dos Apeninos, no sul da Itália. Por lá Italo cresceu e participou da rotina da família com a plantação e colheita de ervas silvestres: "Tudo começou quando eu era criança e acompanhava minha família até as montanhas de Matese para coletar ervas silvestres e usá-las na culinária caseira: infusões, bitters para oferecer aos convidados e temperos para cozinhar", contou o empresário em entrevista à revista Gambero Rosso.
Com o tempo o interesse por esse universo se tornou um estilo de vida e ele se especializou em fitoterapeuta e cosmetologista, além de pesquisar e catalogar as espécies silvestres de Molise para conhecê-las melhor. Logo, ele decidiu construir seu futuro em sua cidade natal, "estou feliz por ter ficado aqui , enquanto muitos jovens da minha idade foram obrigados a ir embora”, explica.
Quais são os produtos produzidos a partir das ervas silvestres de Matese?
Não se trata de produtos comuns, são combinações autorais e cheias de personalidade. Um dos produtos é o Amaro Quirino, um licor feito com dente-de-leão, valeriana, melissa, camomila, hortelã e dezenas de outras espécies que foram combinadas com a ajuda de anos de estudo e pesquisa.
Já o licor Matese, produzido com frutos silvestres colhidos nas montanhas de Molise, inclui abrunheiro, rosa mosqueta, sabugueiro, amora e framboesa. "Cada mistura nasce do estudo das propriedades das plantas, da busca pelo sabor perfeito para encontrar o equilíbrio ideal”, afirma Italo.
Além da produção de licores, a empresa também passou a investir em mel e chás de ervas, que hoje estão entre os produtos que mais representam sua identidade. Ao redor do negócio, também se formou uma rede de coletores locais, viveiristas e agricultores.
Entre as iniciativas mais recentes está o resgate do orégano de Campochiaro, que no passado representava uma importante fonte de renda para muitas famílias da vila. Por meio da marca "Oros Ganao", o empresário busca manter viva essa tradição, que corre o risco de desaparecer, e levar o produto para além das fronteiras da região.
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