7 qualidades de quem viveu nos anos 60 e 70 que o mundo moderno está esquecendo. (créditos: Shutterstock)
Se você não nasceu nas décadas de 1960 ou 70, provavelmente conhece alguém que nasceu: seus pais, tios e tias, aquele vizinho cheio de histórias ou até amigos mais velhos que adoram contar como “era na sua época”.
Cada geração tem suas qualidades e desafios, e a dos anos 60/70 não é “melhor” que nenhuma outra. Mas a psicologia mostra que o ambiente em que crescemos molda muito nossas habilidades de enfrentamento e jeito de encarar a vida.
Imagine crescer em uma época com mais tempo livre, menos distrações digitais e a expectativa de se virar sozinho em diversas situações. Não é surpresa que esse tipo de infância desenvolva certas forças mentais.
Conheça 7 qualidades de quem cresceu nos anos 60 e 70 que são cada vez mais raras hoje, mas que fazem uma baita diferença no dia a dia.
1) Alta tolerância à frustração
Uma das habilidades mais subestimadas na vida é a capacidade de manter a calma quando algo está fora do seu controle. Pessoas criadas nas décadas de 60 e 70 frequentemente tinham que lidar com atritos como parte normal do cotidiano.
Se você queria alguma coisa, esperava. Se estava entediado, dava um jeito. Se algo quebrava, tentava consertar. Em termos psicológicos, isso se reflete na tolerância ao sofrimento e à capacidade de lidar com emoções ou situações desagradáveis sem a necessidade imediata de fugir delas.
2) Independência sem precisar de aplausos
Muitas pessoas criadas naquela época desenvolveram uma mentalidade de “resolver tudo sozinhas”. Não porque não tivessem apoio emocional, mas porque a independência era simplesmente esperada.
Hoje, é fácil sentir que tudo precisa de feedback, curtidas, comentários, reafirmação, alguém dizendo que você está fazendo certo. Mas a independência sem aplausos é uma forma poderosa de estabilidade interior. É a capacidade de agir com base em valores, e não em busca de reconhecimento. Uma vantagem psicológica, especialmente em uma época obcecada por ser notada.
3) Uma relação prática com as emoções
Essa habilidade é um pouco mais complexa. Algumas pessoas criadas nas décadas de 60 e 70 aprenderam a reprimir as emoções, a “endurecer” e a nunca falar sobre o que as magoou. Isso não é saudável.
Mas também existe uma habilidade que muitas vezes vem com essa educação: a capacidade de funcionar através da emoção sem ser completamente dominado por ela.
Psicologicamente, isso se assemelha à inteligência emocional, não à negação dos sentimentos, mas à capacidade de manter o comportamento alinhado com os objetivos de longo prazo, mesmo quando o mundo interior está caótico.
4) Não têm dificuldade de conviver com outras pessoas
Pessoas criadas nas décadas de 60 e 70 muitas vezes desenvolveram suas habilidades sociais do jeito clássico: convivendo com outras pessoas.
Elas conversavam cara a cara, faziam ligações telefônicas e, por isso, aprenderam a ler expressões faciais, tons de voz e sinais sutis de comunicação. Esse tipo de exposição diária desenvolve o que os psicólogos chamam de autoeficácia social, a crença de que você consegue lidar com situações sociais de forma competente.
Isso não quer dizer que todo mundo era extrovertido. Significa que não tinham medo do contato humano normal. Hoje, muitas pessoas crescem com menos interações do mundo real e mais interações filtradas por telas e redes sociais, o que faz dessa confiança uma habilidade rara e valiosa.
5) Uma forte mentalidade de "dar um jeito"
Uma coisa impressionante das pessoas daquela época é a capacidade de encontrar soluções com o que tinham à mão. Elas remendavam coisas, improvisavam, reaproveitavam e seguiam em frente.
Psicologicamente, isso se relaciona à tendência de responder ao estresse tomando ações práticas. Em vez de se perder em pensamentos negativos, elas se perguntavam:
“O que posso fazer com o que tenho?”
Num mundo que incentiva o consumo constante, esse improviso silencioso é revolucionário. Desenvolve competências, e competências desenvolvem confiança.
6) Paciência para prazos longos
Muitas pessoas que cresceram nas décadas de 60 e 70 têm uma relação diferente com o tempo. Elas são menos ansiosas por resultados imediatos.
Parte disso é porque as coisas simplesmente se moviam mais devagar. As cartas demoravam a chegar, as notícias vinham em horários definidos, o progresso era linear. Crescer sem gratificação instantânea constante ensina a esperar pelo resultado, cultivar paciência e persistir.
A educação dos anos 60 e 70 ajudava a desenvolver uma capacidade mais tranquila de persistir, de deixar o tempo fazer seu trabalho e de valorizar o progresso gradual.
7) Um forte senso de identidade
Talvez essa seja a maior virtude de todas: não precisar ficar constantemente representando quem você é.
Muitas pessoas criadas nas décadas de 60 e 70 não foram moldadas por algoritmos. Não cresceram comparando sua vida privada com os melhores momentos da vida de outras pessoas.
Por isso, o senso de identidade deles muitas vezes deriva mais do que fazem e de como vivem, do que da aparência ou da aprovação alheia.
Isso não significa que a pressão social não existia, mas não era tão implacável, personalizada e onipresente como é agora.
Para a psicologia, uma identidade é uma forma poderosa de resiliência. Quando você sabe quem é, fica menos suscetível a comparações sociais constantes.
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