Sabor que lembra mel e aparência que desperta curiosidade: assim é a longan. (Foto: Shutterstock)
A longan, também chamada de "olho de dragão" por causa da aparência translúcida da polpa, é uma fruta asiática que começa a chamar atenção fora do continente onde nasceu. Aos poucos, ela deixa de ser desconhecida e passa a integrar a lista de frutas raras para os brasileiros, unindo sabor diferente e potencial comercial. A seguir, veja por que essa fruta tem despertado o interesse de produtores e o que explica o entusiasmo em torno dela.
De onde vem a longan e por que ela chama tanta atenção
Originária de regiões tropicais da Ásia, a longan pertence à mesma família da lichia e do rambotã, o que explica a semelhança na textura da polpa. O nome popular remete à aparência da semente escura vista através da casca fina, um efeito que lembra uma pupila e deu origem ao apelido curioso.
Sabor e características da fruta
A polpa é translúcida, suculenta e tem sabor adocicado, com aroma suave que lembra mel e toques florais. Quem já provou compara a experiência à da lichia, e ela integra a lista de frutas exóticas que despertam curiosidade por aqui.
Por que agricultores brasileiros têm se interessado pelo cultivo
A planta é perene, exige poucos cuidados depois de estabelecida e começa a produzir frutos entre três e cinco anos após o plantio, com colheita concentrada geralmente entre dezembro e março. Esse ciclo relativamente previsível, somado à resistência da espécie, tem despertado a curiosidade de produtores que buscam diversificar pomares com frutas exóticas de maior valor agregado.
Potencial comercial da longan no Brasil
Fora da safra, a longan já foi vendida a valores que passam de 80 reais o quilo em São Paulo, enquanto no período de maior oferta o preço cai para a faixa de 18 a 20 reais. Essa diferença aproxima a fruta da lista das mais caras do Brasil fora de época, reforçando seu potencial como novidade de mercado.
Benefícios associados ao consumo
Além do sabor, a longan é apontada como boa fonte de ferro e vitaminas do complexo B. Na China, o fruto também é tradicionalmente consumido com a expectativa de ajudar na qualidade do sono, graças a propriedades calmantes atribuídas à polpa.
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