Ismael Galancho, nutricionista de Messi: "É um erro não incluir muita proteína no café da manhã. Também é um erro incluí-la em todas as refeições."
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Por  Isabela Henriques  | Redatora

Isabela é apaixonada por cozinhar (e comer) desde pequena. Durante as horas vagas, além de dar pitaco na comida alheia, gosta de ler livros de qualidade duvidosa, viajar e descobrir restaurantes pouco explorados do Rio de Janeiro.

Nutricionista de Messi explica os erros mais comuns no consumo de proteína e por que o nutriente não precisa estar em todas as refeições

Nutricionista de Messi revela quais os principais erros no consumo de proteínas (Créditos: Canva/Shutterstock)

A proteína virou a queridinha da alimentação nos últimos anos. Basta olhar as prateleiras do supermercado para encontrar iogurtes, bebidas, barrinhas e até pães com a palavra “proteico” estampada na embalagem. Mas será que é preciso colocar proteína em todas as refeições para ter uma alimentação adequada?

Para o nutricionista Ismael Galancho, que já assessorou o jogador Lionel Messi, a resposta não é tão simples. Em entrevista ao jornal espanhol ABC, o especialista chamou atenção para dois erros opostos: consumir pouca proteína no café da manhã e acreditar que é necessário incluí-la em todas as refeições.

O que o nutricionista de Messi diz sobre a proteína?

Galancho explica que não é necessário adotar uma postura radical em relação ao nutriente. “Os dois extremos nunca são corretos: é preciso ver a proteína como uma ferramenta útil dentro de uma dieta coerente”, afirmou ao ABC.

Ao explicar quais seriam os erros mais comuns, ele foi direto: “Por exemplo, não introduzir quase nenhuma proteína no café da manhã e comer apenas um pouquinho de presunto. Também é um erro, dentro do mundo fitness, pensar que é preciso colocar proteína em todas as refeições porque não é necessário.”

Ou seja, para o nutricionista, o problema está nos dois extremos. De um lado, deixar a proteína praticamente de fora do café da manhã. Do outro, transformar todas as refeições em uma oportunidade para aumentar o consumo do nutriente sem necessidade.

Por que não é preciso exagerar na proteína?

Segundo Galancho, a proteína funciona como um “balde de água”: depois que a quantidade necessária é atingida, adicionar ainda mais não significa necessariamente obter mais benefícios. Ele afirma que muitas pessoas chegam a consumir duas ou três vezes mais proteína do que deveriam.

O nutricionista também destaca que alguns grupos podem ter necessidades maiores do nutriente, como pessoas que praticam esportes, quem busca ganhar massa muscular ou perder gordura, crianças em crescimento, idosos e mulheres durante a gravidez, lactação e menopausa.

Isso não significa, porém, que todo mundo precise começar o dia com alimentos ou suplementos “proteicos”. A quantidade adequada depende das necessidades individuais e do restante da alimentação.

A principal mensagem de Galancho é justamente fugir dos extremos: nem ignorar a proteína, nem transformar o nutriente em protagonista obrigatório de todas as refeições.

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