Você teria coragem? Cerveja de 162 anos é encontrada no fundo do mar por mergulhadores e pode estar própria para consumo
JoannaPor  Joanna  | Redatora

Quem a vê assumindo o papel de chef nas viagens com os amigos não imagina que a Joanna descobriu o seu talento com as panelas reproduzindo receitas do Instagram e TikTok. Tornou-se expert em receitas na prática e, agora, também é a grande responsável pelas sobremesas nos almoços em família

Mergulhadores encontraram garrafas em um naufrágio no Canal da Mancha. Especialistas analisam a bebida para descobrir se ela sobreviveu ao tempo.

Você teria coragem? Cerveja de 162 anos é encontrada no fundo do mar por mergulhadores e pode estar própria para consumo

Garrafas estavam entre os destroços do navio que afundou no século XIX. (créditos: Reprodução/Instagram Stefan Panis)

Uma descoberta no fundo do mar chamou a atenção de mergulhadores e também de especialistas em cerveja. Garrafas da “Guinness Extra Stout London” produzida há cerca de 162 anos foram encontradas nos destroços de um navio naufragado no Canal da Mancha, na costa do Reino Unido. E existe uma possibilidade surpreendente de que parte da bebida pode ter permanecido preservada.

As garrafas foram localizadas durante uma expedição ao naufrágio do navio Mindoro, que afundou no século XIX. O achado aconteceu no ano passado e envolveu o fotógrafo subaquático belga Stefan Panis e o mergulhador Eddie Huzzie, de 68 anos.

Garrafas estavam entre os destroços do navio

Durante a exploração, a equipe encontrou diversas garrafas de vidro no compartimento de carga do Mindoro. Entre elas estavam recipientes que indicavam a presença de cerveja Guinness produzida na década de 1860.

A descoberta despertou uma dúvida curiosa: depois de mais de um século e meio no fundo do mar, a cerveja ainda poderia ser consumida?

Para tentar descobrir o que aconteceu com a bebida, Panis e Huzzie encaminharam amostras do conteúdo de uma das garrafas para análise de microbiologistas da KU Leuven, universidade de pesquisa da Bélgica.

O objetivo é investigar o material preservado na garrafa e descobrir mais detalhes sobre a cerveja encontrada no naufrágio.

Água do mar é o principal ponto de preocupação

Apesar da idade impressionante, o tempo não é necessariamente o único problema. Segundo Panis, o estado das rolhas pode ser decisivo para saber se a bebida permaneceu protegida.

Como as garrafas passaram décadas submersas, existe a possibilidade de que a água do mar tenha conseguido entrar pelos fechamentos. Se isso aconteceu, o conteúdo provavelmente sofreu alterações.

Por outro lado, caso as rolhas tenham mantido a vedação, a cerveja pode ter ficado relativamente isolada do ambiente externo.

Por enquanto, não há confirmação de que a bebida seja segura para beber. A análise laboratorial é necessária antes de qualquer tentativa de degustação.

Descoberta pode ajudar a recriar a cerveja

O achado também pode ter valor além da curiosidade. Panis acredita que o material encontrado nas garrafas pode ajudar pesquisadores a entender melhor como era produzida a cerveja daquela época.

Existe ainda a possibilidade de recuperar material genético dos microrganismos presentes na bebida. Com informações suficientes, isso poderia abrir caminho para uma tentativa de reproduzir uma cerveja semelhante à encontrada no naufrágio.

Panis, que não se considera um grande apreciador de cervejas do estilo stout, também revelou que estaria disposto a experimentar a bebida caso os especialistas autorizassem a degustação.

Por enquanto, a garrafa permanece como uma espécie de cápsula do tempo. E você teria coragem de provar uma cerveja que passou 162 anos no fundo do mar?

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