Comparado a massas muito lisas, o penne se destaca pela capacidade de reter mais sabor (Crédito: Shutterstock)
A prateleira de massas do mercado costuma ser um território confuso. Entre fios longos, formatos retorcidos e pequenos tubinhos, escolher qual levar para casa nem sempre é tarefa fácil.
Cada formato foi criado para uma finalidade específica, mas e quando a ideia é ter uma massa curinga, que funcione bem em praticamente qualquer prato?
Três chefs consultados pela Real Simple chegaram à mesma conclusão. Vem ver qual é!
Por que o formato da massa realmente importa
A forma da massa influencia muito mais do que a aparência do prato. Segundo explicam os chefs americanos citados na reportagem, o formato define como o molho se comporta e como os sabores se distribuem a cada garfada.
Para quem quer uma massa curinga, vale prestar atenção em alguns pontos.
- O tamanho deve ser moderado para harmonizar com carnes, vegetais e frutos do mar
- A textura não pode ser lisa demais, já que superfícies mais porosas ajudam o molho a aderir
- A estrutura também faz diferença, já que formatos muito simples podem “passar direto” pelo molho, enquanto os mais complexos seguram bem ingredientes maiores
Outro detalhe destacado pelos chefs é a qualidade da massa. Mesmo escolhendo o formato ideal, optar por um produto feito com bons ingredientes transforma o resultado final, deixando o prato mais aromático, consistente e agradável.
O formato mais versátil segundo os chefs
Entre tantas opções, um formato recebeu aprovação unânime: o penne. Para os profissionais entrevistados, ele é a escolha perfeita para quem quer uma massa capaz de brilhar em praticamente qualquer receita, do almoço rápido àquele prato de domingo mais elaborado.
O penne tem o tamanho exato para combinar com diferentes preparações. Ele não é comprido como os fios finos, mas também não é pequeno demais. Suas ranhuras são um dos maiores trunfos: elas permitem que o molho se agarre à superfície, intensificando o sabor.
Outro detalhe importante está na ponta cortada na diagonal. Ela funciona como uma pequena pá, capturando pedaços de ervas, queijos, legumes e carnes. Cada garfada traz um pouco de tudo, o que deixa o prato mais harmonioso.
Como o penne segura mais molho e sabor
O interior oco do penne é uma vantagem extra. Ele funciona como um reservatório natural, armazenando parte do molho por dentro. Esse recurso garante mordidas cheias, sabor equilibrado e uma sensação de cremosidade maior. É por isso que o penne aparece tanto em pratos ao forno, saladas de massa e até preparações frias.
Sua espessura também merece atenção. O penne é robusto o suficiente para não quebrar facilmente durante o cozimento ou no processo de misturar o molho. Isso torna o formato ideal para quem gosta de finalizações no forno, com queijo gratinado por cima, além de receitas com vegetais mais firmes ou pedaços de carne.
Como preparar penne para aproveitar todo o seu potencial
A escolha do formato é apenas o primeiro passo. Cozinhar a massa na textura certa faz toda a diferença. O ideal é deixá-la al dente, firme no centro, mas cozida por fora. Depois de escorrer, misturar imediatamente com o molho ajuda o penne a absorver mais sabor.
Molhos com tomate fresco, pesto, gorgonzola, ragu, frango desfiado, cogumelos e vegetais assados combinam perfeitamente com esse formato. Em receitas frias, como saladas, ele também funciona bem porque não perde a estrutura depois de resfriado.
O formato perfeito para quem ama cozinhar sem complicação
Se a ideia é ter uma massa que funciona em tudo, o penne é, de fato, a melhor aposta. A aprovação dos três chefs consultados reforça que o formato reúne equilíbrio, textura, sabor e versatilidade em um único produto.
Fácil de encontrar, simples de preparar e capaz de transformar molhos em verdadeiras parcerias, o penne mostra que, às vezes, a solução perfeita já está ali, na despensa de casa.
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