Ao sentir fome fora de hora, experimente beber água e comer uma fruta antes de atacar a geladeira (Créditos: Shutterstock)
Quando a vontade de comer aparece fora de hora, nem sempre é preciso correr para a cozinha e comer a primeira coisa que encontrar pela frente. Para o nutricionista Pablo Ojeda, uma estratégia simples pode ajudar a entender melhor o que o corpo realmente está pedindo.
Segundo o especialista, a recomendação é começar com um copo de água e, se a fome continuar, apostar em uma fruta. A ideia é especialmente interessante para quem costuma beliscar ao longo do dia, seja por gula, tédio, estresse ou simplesmente por ter algum alimento por perto. Em vez de tentar ignorar a vontade de comer, a proposta é fazer uma pequena pausa e observar se ela persiste.
Beber água e esperar é o primeiro passo
Em dias quentes, é fácil confundir sede com fome. Isso pode acontecer depois de passar muito tempo no sol, praticar alguma atividade física ou simplesmente ficar várias horas sem se hidratar adequadamente.
Por isso, quando surgir aquela vontade repentina de comer, a dica é tomar um copo de água e esperar cerca de cinco minutos. Se a fome desaparecer, talvez a necessidade inicial fosse de hidratação. Se continuar, vale considerar que o organismo realmente pode estar pedindo comida.
É uma ação pequena, mas que ajuda a evitar decisões impulsivas, principalmente quando o alimento escolhido seria apenas um petisco para passar o tempo.
Fruta entra em cena quando a fome continua
Quando a sensação de fome permanece, uma fruta pode ser uma boa opção antes da refeição principal. Além de fornecer água, fibras, vitaminas e minerais, ela pode ajudar a chegar à mesa com menos pressa e menos sensação de que é preciso comer tudo imediatamente.
Ojeda sugere fazer uma pausa de aproximadamente dez minutos depois da fruta. Esse intervalo pode ser útil para perceber melhor a saciedade e evitar que a fome acumulada transforme a refeição em um momento de exageros.
Banana, maçã, pera, laranja, mamão e outras variedades podem entrar nessa estratégia. O importante é escolher uma opção que faça sentido para a rotina e para a alimentação de cada pessoa.
O problema pode estar nos pequenos beliscos
Para o nutricionista, o ganho de peso não costuma depender de uma única refeição ou de um alimento consumido ocasionalmente. O que pode pesar mais na rotina são as pequenas escolhas que se repetem todos os dias.
Um sorvete no meio da tarde, alguns biscoitos antes do almoço, um suco para combater o calor ou aquela visita à cozinha durante a noite parecem inofensivos quando analisados isoladamente. O problema é quando esses extras passam a fazer parte do dia a dia sem que exista uma fome real por trás deles.
Por isso, a proposta não é transformar alimentos prazerosos em proibidos, mas prestar mais atenção à frequência e ao motivo pelo qual eles estão sendo consumidos.
Comer mais devagar também faz diferença
Outra atitude simples que combina com essa estratégia é diminuir o ritmo durante as refeições. Comer devagar dá mais tempo para o organismo perceber os sinais de saciedade e pode ajudar a reduzir a quantidade de comida ingerida.
Além disso, fazer uma pausa antes de repetir o prato, evitar comer diretamente de pacotes e prestar atenção ao sabor e à textura dos alimentos são maneiras práticas de tornar a refeição mais consciente.
A ideia central do nutricionista é criar alguns minutos entre o impulso e a decisão de comer. Com o tempo, esse pequeno intervalo pode ajudar a construir hábitos alimentares mais equilibrados. O foco está em evitar que pequenas exceções da rotina se transformem, sem perceber, em uma ação constante.