O cultivo de plantas repelentes é uma alternativa ao uso frequente de produtos químicos. (Foto: Shutterstock)
Quem sofre com pernilongo no fim da tarde já tentou de tudo: vela, espiral, tela na janela e vaso de citronela na varanda. As ervas aromáticas ajudam, mas existe uma espécie de porte maior que age de forma diferente e vem ganhando espaço em quintais e chácaras brasileiras. Antes de gastar com mais um produto para afastar os mosquitos, vale conhecer a planta em questão. Continue lendo e entenda como ela funciona.
O nim indiano é a espécie por trás do efeito
A árvore chamada de nim indiano, ou neem, tem nome científico Azadirachta indica e é originária da Índia e de outras regiões tropicais da Ásia. Por lá, o cultivo aparece há séculos tanto na medicina tradicional quanto na agricultura, sempre associado ao sabor amargo característico das folhas.
No Brasil, a espécie se adaptou bem ao clima quente e cresce com facilidade em terrenos abertos. O porte pode passar dos dez metros em condições favoráveis, o que faz da árvore uma opção para quintais amplos, e não para vasos pequenos de apartamento.
O que as folhas amargas fazem com os insetos
O efeito repelente vem de compostos naturais concentrados nas folhas, nas sementes e na casca. O mais estudado deles é a azadiractina, substância que interfere no ciclo de vida dos insetos, atrapalhando alimentação e reprodução.
A ação não é a de um veneno que mata pragas de imediato. O que acontece é a criação de um ambiente pouco convidativo, no qual mosquitos e outros insetos tendem a evitar a área. Por causa disso, o resultado costuma aparecer aos poucos, e não da noite para o dia.
Por que a árvore atrai atenção de quem tem pets
Um dos motivos da popularidade do nim indiano está na ausência de fumaça, spray e resíduo químico no ar. A árvore permanece plantada no terreno e vai liberando os próprios compostos, sem exigir aplicação diária.
Ainda assim, quem cultiva plantas dentro de casa ou no quintal precisa observar o comportamento dos animais. Cães e gatos que mastigam folhas com frequência merecem atenção, e o ideal é conversar com um veterinário antes de introduzir qualquer espécie nova no ambiente.
O plantio não substitui os cuidados básicos
Nenhuma planta resolve sozinha um problema de infestação. A barreira formada pelo nim funciona como reforço, e não como substituta das medidas que já são conhecidas.
Eliminar água parada em pratinhos, calhas e baldes continua sendo o passo mais importante, já que é ali que o mosquito se reproduz. Telas nas janelas, limpeza frequente e o uso de outras espécies aromáticas completam a barreira contra insetos ao redor da casa.
Como cultivar o nim no quintal
A árvore pede sol pleno e solo bem drenado, condições comuns em boa parte do território brasileiro. As mudas se desenvolvem rápido e não exigem rega diária depois de estabelecidas.
Antes de plantar, vale checar a legislação do município, porque a espécie é considerada exótica e tem crescimento vigoroso, o que pode gerar restrições em algumas regiões. Deixar espaço suficiente entre a muda e construções, muros e tubulações também evita dor de cabeça no futuro.
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