Alguns peixes podem representar riscos para a saúde. (Créditos: Canva)
À primeira vista, peixes são sinônimo de alimentação saudável, por serem leves e cheios de benefícios para o coração e o cérebro. No entanto, nem tudo é tão simples quanto parece. Alguns tipos podem esconder substâncias prejudiciais à saúde, como metais pesados e toxinas acumuladas ao longo do tempo.
O consumo frequente desses peixes, sem a devida atenção, pode trazer riscos silenciosos ao organismo. Por isso, antes de colocar o peixe no prato, vale saber quais merecem cautela e por quê. Venha conferir no TudoGostoso!
1- Cação
Muito comum em peixarias e restaurantes, o cação costuma esconder um problema sério: altos níveis de mercúrio. Por ser um peixe de topo da cadeia alimentar, ele acumula metais pesados ao longo da vida. O consumo frequente pode afetar o sistema nervoso e o desenvolvimento neurológico.
Além disso, muitas vezes o cação vendido é, na verdade, carne de tubarão. Isso dificulta o controle da origem e da qualidade do produto.
2- Peixe-espada
Apesar da carne saborosa e firme, o espadarte é conhecido internacionalmente pelo alto teor de mercúrio. Trata-se de um peixe grande e longevo, o que favorece o acúmulo de toxinas. O consumo regular pode trazer riscos para o cérebro e o sistema cardiovascular. Gestantes devem evitar completamente esse peixe. No Brasil, ele é bastante usado em grelhados e pratos sofisticados.
3- Atum
Muito popular em versões frescas, enlatadas e na culinária japonesa, o atum também merece atenção. As espécies maiores, como o atum-rabilho, concentram níveis elevados de mercúrio. O problema surge quando o consumo é frequente e sem variação. Embora seja rico em proteínas e ômega-3, o excesso pode anular seus benefícios. Alternar com peixes menores é mais seguro.
4- Pescada grande
Embora seja vista como leve e saudável, pescadas de grande porte podem conter mais metais pesados. O tamanho e a idade do peixe influenciam diretamente esse acúmulo.
Quando consumida ocasionalmente, não costuma ser um problema. Porém, o consumo frequente pode representar riscos. Peixes menores da mesma família tendem a ser mais seguros.
5- Badejo
Muito consumido em restaurantes, o badejo também é um peixe predador. Isso significa maior chance de concentração de mercúrio e outras toxinas. Seu consumo frequente pode ser prejudicial a longo prazo. Apesar do sabor delicado, não deve ser a única opção de peixe na dieta. A recomendação é alternar com espécies de ciclo de vida mais curto.
6- Garoupa
A garoupa é valorizada pela carne branca e macia, mas apresenta riscos semelhantes aos do badejo. Por viver muitos anos, acumula contaminantes do ambiente marinho. O consumo excessivo pode impactar a saúde neurológica. Além disso, é uma espécie frequentemente ameaçada pela pesca predatória. Isso levanta também uma preocupação ambiental.
7- Dourado-do-mar
Muito consumido em algumas regiões do Brasil, o dourado-do-mar é outro peixe predador. Ele pode acumular mercúrio ao longo da vida, especialmente em ambientes contaminados. O risco está no consumo frequente e sem diversidade alimentar. Apesar de saboroso, deve entrar no cardápio com moderação.
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