Entenda como funciona o novo tratamento proposto para quem vive com a diabetes tipo 1 (Créditos: Shutterstock)
No primeiro semestre deste ano, a Federação Internacional de Diabetes (IDF) publicou um mapa global da doença, constatando que 1 em cada 9 adultos convive com a doença no mundo e, só aqui no Brasil, são mais 16,6 milhões vivendo com essa condição.
Por conta desses números alarmantes, há sempre novas pesquisas sobre o diabetes. A mais recente foi publicada por um grupo de cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, que surpreendeu ao apresentar uma terapia celular inovadora para o tratamento da diabetes tipo 1. O estudo traz uma nova perspectiva para o tratamento da doença, que pode eliminar a necessidade das injeções de insulina. Confira!
Como funciona o novo tratamento proposto pela pesquisa?
Publicado no New England Journal of Medicine, o novo estudo representa uma grande esperança para os milhões de pessoas que vivem com a doença. Ao invés de precisar da aplicação constante da insulina, essa nova terapia celular, que ficou conhecida como zimislecel, é aplicada uma única vez. É como se fosse um “transplante microscópico” feito com o uso de células pancreáticas criadas a partir de células-tronco.
Uma vez dentro do organismo, elas funcionam como as chamadas ilhotas de Langerhans, detectando a glicose e produzindo a insulina para regular os hormônios. Como essa insulina é produzida pelo próprio organismo e não é sintética como a injetada, o corpo volta a funcionar como se nunca tivesse tido diabetes. Após um ano, 10 dos 12 participantes do estudo não precisavam mais do uso da aplicação da insulina.
Segundo a IDF, essa nova terapia celular poderia representar uma cura funcional da doença. Especialistas apontam que, embora a pesquisa esteja em uma fase inicial e tenha uma amostragem pequena, ou seja, poucos pacientes, o novo tratamento apresenta um potencial animador de evoluir e ser aplicado em grande escala.
Será que é possível aposentar o método de tratamento com insulina?
A aplicação de insulina é utilizada no tratamento da diabetes há mais de 100 anos e além da injeção, monitores de glicemia e outros aparelhos ajudam no controle da doença, mas não evita os picos de glicose de maneira definitiva.
Essa não é a primeira vez que células pancreáticas são utilizadas em estudos para ajudar no controle da insulina, mas a terapia celular dos pesquisadores da Universidade da Pensilvânia tem um diferencial. Embora o estudo ainda precise passar por novas fases, além do recrutamento de mais pacientes, os resultados iniciais representam uma grande esperança para o tratamento da diabetes tipo 1 no mundo.
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