Descubra se pão engorda ou é só mais um mito da alimentação. (créditos: Shutterstock)
Muita gente ainda acredita que, para emagrecer, é preciso banir os carboidratos, especialmente o pão. O alimento já foi acusado de vários crimes ao longo dos anos: vilão do índice glicêmico, bomba calórica, responsável direto pelos quilos extras. Mas será que ele merece essa fama?
O TudoGostoso trouxe o veredicto e alguns dos principais mitos sobre o impacto desse alimento na nossa saúde. Descubra a seguir.
O pão é mesmo culpado ou inocente?
Os carboidratos são a principal fonte de energia para os músculos, órgãos e para o cérebro. Por isso, cortá-los completamente da alimentação é uma prática que pode dar muito errado. Ainda assim, alimentos ricos nesse nutriente, como o pão, seguem sendo injustamente perseguidos em várias dietas.
Só que, ao contrário do que diz a sabedoria popular, o pão não é o vilão que muita gente pinta. A ideia de que “pão engorda” é um daqueles clichês que resistem ao tempo, mas que, no fundo, são cheios de desinformação. Como qualquer alimento, o exagero pode, sim, levar ao ganho de peso, mas, consumido na medida certa, o pão pode ter lugar garantido na sua dieta.
Por isso, mais do que repetir o velho mito de que o pão engorda, é importante falar de quantidade e, principalmente, de qualidade.
Qual o melhor tipo de pão para consumir na dieta
A escolha do tipo de pão faz toda a diferença no impacto que ele terá na sua saúde, especialmente quando o assunto é peso e índice glicêmico. A regra é apostar nas versões mais “puras” possíveis, ou seja, aquelas sem óleos ou gorduras hidrogenadas, açúcares, xaropes, aditivos e conservantes.
O pão de qualidade mesmo é aquele que respeita a simplicidade: farinha, água, fermento (natural, de preferência) e sal. Cada ingrediente a mais costuma significar um pouco mais de calorias e um pouco menos de saúde.
Outro ponto crucial: o tipo de farinha. Se puder, fique com os pães feitos com farinhas integrais ou semi-integrais. Grãos integrais são ricos em fibras, minerais, vitaminas e ainda têm um índice glicêmico mais baixo.
Já as versões feitas com farinhas refinadas ou ultra processadas, quando consumidas todo dia, podem abrir a porta para uma série de problemas metabólicos como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
E aqui vai uma dica: sempre confira no rótulo a lista de ingredientes. O ideal é que o primeiro item seja farinha integral e não “farelo” ou “farinha de farelo”.A indústria às vezes lança mão desses truques para baratear o produto, mas, no fim, o pão perde em qualidade.
Afinal, quanto pão dá pra comer estando de dieta?
Não existe uma regra universal. Como qualquer parte da alimentação, a quantidade ideal deve ser definida por um profissional, levando em conta suas necessidades e objetivos. Mas, para ter uma ideia, as diretrizes sugerem algo em torno de 50 a 70 gramas de pão por refeição, o que equivale, mais ou menos, a uma fatia média ou um sanduíche pequeno. E, claro, sempre que possível, dê preferência às versões integrais.
Sim, pode comer pão tranquilamente, até mais de uma vez ao dia! A dica é variar. Se no café da manhã você optou por fatias de pão de centeio com ovo e abacate, aposte em um pão de espelta ou arroz integral no jantar. A escolha de grãos integrais também vale para outras massas, como macarrão.
Por fim, nunca esqueça de combinar esses carboidratos com uma fonte de proteína e gordura. Dessa forma, a refeição fica completa, equilibrada e funcional, ou seja, liberam energia de forma mais gradual e ajudam a evitar picos de glicose no sangue.
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