Carla, de 101 anos: "Eu acordo entre 7h30 e 8h da manhã e tomo café e biscoitos no café da manhã. Não almoço e janto frango com legumes ou peixe; às vezes tomo sorvete de café."
Isabela HenriquesPor  Isabela Henriques  | Redatora

Isabela é apaixonada por cozinhar (e comer) desde pequena. Durante as horas vagas, além de dar pitaco na comida alheia, gosta de ler livros de qualidade duvidosa, viajar e descobrir restaurantes pouco explorados do Rio de Janeiro.

Conheça a história de Carla Villa, italiana de 101 anos que compartilhou sua rotina, alimentação e os hábitos que fazem parte do seu dia a dia

Carla, de 101 anos: "Eu acordo entre 7h30 e 8h da manhã e tomo café e biscoitos no café da manhã. Não almoço e janto frango com legumes ou peixe; às vezes tomo sorvete de café."

Frango com legumes e verduras para jantar (Créditos: Canva)

Aos 101 anos, Carla Villa mantém uma rotina simples e estável, construída ao longo de décadas. Moradora de Milão desde a infância, ela contou em entrevista ao Corriere della Sera como organiza seus dias, quais alimentos costuma consumir e relembrou momentos marcantes de sua vida. Sem prometer fórmulas para a longevidade, ela resumiu seus hábitos com uma frase que chamou atenção: "Eu acordo entre 7h30 e 8h da manhã e tomo café e biscoitos no café da manhã. Não almoço e janto frango com legumes ou peixe."

Como é a rotina de Carla Villa aos 101 anos?

Carla começa o dia entre 7h30 e 8h com uma xícara de café acompanhada de biscoitos. Ela conta que costuma pular o almoço e faz uma refeição mais completa no jantar, normalmente com frango e legumes ou peixe.

De vez em quando, também abre espaço para uma sobremesa. Segundo ela, o filho Thomas costuma levar sorvete de café, um dos seus pequenos prazeres.

Apesar da idade, Carla ainda gosta de caminhar pelo bairro quando o clima está agradável e sua mobilidade permite. Atualmente, ela conta com a ajuda de uma cuidadora e do filho para as atividades do dia a dia.

Uma vida inteira no mesmo bairro de Milão

Carla mora na Via San Marco desde 1927. Na época, a rua tinha características bem diferentes das atuais, incluindo um canal que passava em frente à sua casa.

Ela cresceu na mercearia administrada pelo pai, Luigi Villa, que recebia jornalistas, artistas e outras personalidades da cidade. Entre as lembranças, cita o escritor italiano Indro Montanelli, que costumava frequentar o estabelecimento.

Mais tarde, seus irmãos abriram um bar no bairro, batizado de El Tombon, nome escolhido pela própria Carla.

A decisão de criar o filho sozinha

Sorvete de café (Créditos: Canva)

Sorvete de café (Créditos: Canva)

Outro momento importante de sua trajetória foi a escolha de criar o filho Thomas sem a presença do pai, em uma época em que essa decisão era pouco comum.

Segundo Carla, sua família acolheu a gravidez com naturalidade, e a irmã participou ativamente da criação do menino. Ao recordar esse período, ela resume sua postura diante das dificuldades: "Vivemos com tão pouco que nunca questionei se algo podia ou não ser feito."

Trabalhou até depois dos 70 anos

Carla também teve uma longa vida profissional. Depois de abrir uma loja de antiguidades, trabalhou no comércio até os 78 anos, quando aceitou substituir uma funcionária grávida em uma loja de vestidos de noiva.

Apaixonada por moda, ela desenhava as próprias roupas e sempre considerou a elegância parte da sua identidade.

O que Carla diz sobre chegar aos 101 anos?

Questionada sobre o segredo da longevidade, Carla não atribui sua idade a nenhuma dieta específica ou rotina rigorosa. Ela afirma que apenas viveu da forma que considerava certa ao longo da vida.

Sua resposta resume a filosofia que a acompanhou por mais de um século: "Sempre fiz o que quis. Para ser sincera, não foi fácil."

Veja mais:

A mulher que viveu 122 anos e nunca abriu mão do chocolate: conheça a fascinante e alegre história de Jeanne Calment

Temas relacionados