A propriedade de 260 mil m² tem como meta plantar 100 mil árvores e criar novos espaços para animais silvestres. (créditos: reprodção/Instagram @ranchodmontanha)
O que começou como um refúgio em meio às montanhas ganhou um propósito ainda maior. Em Membeca, distrito de Paraíba do Sul, no interior do Rio de Janeiro, Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank transformaram o Rancho da Montanha em um projeto voltado à preservação ambiental, ao reflorestamento e à recuperação de animais silvestres.
A propriedade ocupa uma área de cerca de 260 mil m². Cercado pela natureza, o espaço foi pensado para aproximar a família do meio ambiente, mas também para contribuir com a recuperação do ecossistema da região.
A meta é plantar 100 mil árvores
Uma das principais metas do projeto é reflorestar parte do terreno com espécies nativas. A intenção é chegar a 100 mil árvores plantadas e contribuir para a captura de até 28 mil toneladas de carbono da atmosfera.
O trabalho já acontece na propriedade. Mudas são plantadas diretamente no solo e espécies de médio e grande porte também são transplantadas para diferentes áreas do terreno.
A recuperação da vegetação tem outro objetivo importante: ajudar a fortalecer as nascentes da região e criar novos espaços de abrigo e alimentação para animais.
Entre as árvores que chamam atenção no rancho estão uma oliveira com mais de 300 anos e um baobá de aproximadamente 50 anos.
Um espaço pensado para receber animais resgatados
O projeto também vai além das plantas. Uma das propostas é criar no local um santuário destinado à recuperação de animais silvestres.
Bruno já participa do trabalho de reabilitação de bichos resgatados de situações como tráfico, maus-tratos e acidentes. A iniciativa conta com o apoio de instituições como o Instituto Vida Livre, o Garra Animal e a Ampara Animal.
Segundo o ator, o objetivo é oferecer um ambiente adequado para a recuperação desses animais antes que eles possam retornar à natureza.
Energia solar e o chamado Jardim de Sol
A preocupação ambiental também aparece na estrutura da propriedade. Para gerar energia, o Rancho da Montanha conta com uma pequena usina solar formada por mais de 170 placas.
Ao redor do espaço foram plantadas diferentes espécies de cactos. O conjunto recebeu o nome de Jardim de Sol.
O terreno também é mantido sem o uso de pesticidas, seguindo a proposta de criar um ambiente mais integrado ao ciclo natural.
Um baobá como símbolo de ancestralidade
A relação da família com a natureza também aparece em espaços que fazem referência ao Malawi, país de origem dos filhos adotivos de Bruno e Giovanna.
Um dos exemplos é um lago criado na propriedade, com peixes, além do transplante de um baobá. A árvore é tradicionalmente associada a ideias como ancestralidade, origem e resistência.
Mais do que um elemento paisagístico, o espaço representa uma ligação afetiva com a história da família.
Um projeto pensado para o futuro
Para Bruno, o Rancho da Montanha representa uma forma de retribuir à natureza tudo o que ela proporciona.
“Uma maneira minúscula de devolver à terra tudo o que ela me dá”, afirmou o ator em uma publicação nas redes sociais.
O objetivo, segundo ele, é construir um espaço sustentável e acolhedor que possa continuar sendo aproveitado pelas próximas gerações.
Segundo o ator, o rancho deixou de ser apenas uma casa de campo cercada por montanhas. O projeto passou a reunir reflorestamento, energia limpa, preservação da fauna e recuperação de áreas naturais em uma mesma propriedade.
A proposta é transformar o espaço em um ambiente onde pessoas, plantas e animais possam coexistir e onde a recuperação da natureza faça parte da rotina.
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