Ney Matogrosso transforma sítio em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio, em refúgio ecológico cercado pela Mata Atlântica que é dedicado à soltura de animais silvestres e à preservação da biodiversidade local
Stephany MarianoPor  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Aos 85 anos, cantor mantém propriedade de 140 hectares onde se conecta com a natureza

Ney Matogrosso transforma sítio em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio, em refúgio ecológico cercado pela Mata Atlântica que é dedicado à soltura de animais silvestres e à preservação da biodiversidade local

Cantor utiliza a área para descansar e para proteger animais silvestres resgatados (Créditos: Reprodução / Instagram @institutovidalivre / @rochedseba)

O cantor Ney Matogrosso encontrou um verdadeiro refúgio em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O artista é dono de um sítio de 140 hectares voltado à preservação ambiental e à proteção da fauna. A propriedade também abriga animais resgatados e funciona como ponto de soltura de espécies silvestres, fazendo do local muito mais do que um espaço de descanso.

Cercado pela natureza, o sítio tem fontes de água cristalina, áreas de Mata Atlântica preservada e ar puro, proporcionando ao cantor o isolamento e a tranquilidade que procura para descansar e recarregar as energias.

Uma área de proteção à Mata Atlântica

Localizada no distrito de Sampaio Corrêa, em Saquarema, no Rio de Janeiro, a propriedade foi adquirida por Ney Matogrosso em 1990 para impedir que a vegetação nativa fosse destruída pela expansão de loteamentos na região. Ao todo, o sítio possui cerca de 140 hectares, dos quais aproximadamente 80 hectares foram destinados à Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), uma categoria de unidade de conservação voltada à preservação permanente de áreas naturais.

Cantor é parceiro de iniciativas voltadas à proteção e soltura de animais silvestres (Créditos: Reprodução / Redes Sociais)

Cantor é parceiro de iniciativas voltadas à proteção e soltura de animais silvestres (Créditos: Reprodução / Redes Sociais)

Na prática, isso significa que a área destinada à RPPN recebe uma proteção que permanece mesmo que a propriedade seja vendida no futuro. O terreno abriga trechos preservados de Mata Atlântica, além de nascentes e fontes naturais de água, além de ser atravessado pelo Rio Mato Grosso. Assim, além de ser um espaço particular de contato com a natureza, o sítio desempenha um papel importante na conservação da biodiversidade local. 

A proteção e soltura de animais silvestres

O local também funciona como um ponto estratégico para a soltura e readaptação de animais resgatados de situações de tráfico e maus-tratos, em parceria com órgãos ambientais e projetos voltados à conservação da fauna. Segundo o cantor, mais de 10 mil animais silvestres já foram devolvidos à natureza na propriedade.

A propriedade já recebeu diferentes espécies, incluindo aves, mamíferos e répteis, que passam por processos de resgate e reabilitação antes de serem devolvidos ao ambiente natural. Recentemente, o cantor acompanhou ao lado da amiga e cantora Marisa Monte a soltura de uma bicho-preguiça-de-três-dedos. O animal havia sido resgatado e reabilitado pelo Instituto Vida Livre antes de ser devolvido à natureza na reserva ambiental criada pelo artista.

Ney é patrono do Instituto Vida Livre desde o início do projeto, organização que atua no resgate, tratamento, reabilitação e devolução de animais silvestres à natureza. Em entrevista ao jornal O Globo, o cantor explicou que costuma acompanhar de perto algumas das solturas: “Já soltamos animais de várias espécies. Periquito, passarinho, coruja... Sempre que posso, acompanho de perto. Alguns animais são muito mansos, e vários não sabem caçar, precisam aprender antes de ir para a mata. Em três anos, já soltamos cerca de 400 animais”, disse.

Além de servir como espaço de recuperação e retorno dos animais à natureza, o sítio também recebe pesquisadores e estudantes interessados em desenvolver estudos sobre a fauna e a flora da região. Dessa forma, a propriedade se transforma em um espaço dedicado não apenas à preservação, mas também ao conhecimento e à pesquisa sobre a biodiversidade local.

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