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O modelo de copos recicláveis ​​dos festivais é um fracasso, exceto pelo fato de cobrarem mais: "Um copo não é reutilizável só porque é mais grosso."
Stephany MarianoPor  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Muitos desses modelos estão sob análise por não atenderem às expectativas iniciais

O modelo de copos recicláveis ​​dos festivais é um fracasso, exceto pelo fato de cobrarem mais: "Um copo não é reutilizável só porque é mais grosso."

O uso desses copos tem gerado polêmica e exigência de mudanças por organizações ambientais (Créditos: Pexels)

Durante festivais de música, concertos e grandes eventos ao ar livre o consumo de bebidas servidas em copos de plástico aumenta. Na teoria, os copos de muitos desses eventos são reutilizáveis, porém, diversas organizações ambientais relatam que, na prática, muitos desses recipientes ainda são usados ​​apenas uma vez.

Segundo o jornal El Periódico, a Aliança Lixo Zero e a plataforma Lei do Lixo Agora, da Espanha, solicitaram ao Ministério da Transição Ecológica que aproveite a reforma da legislação sobre embalagens para acabar com a brecha legal que, em sua opinião, permite que copos que nunca mais são usados ​​sejam apresentados como reutilizáveis.

Não basta que o material seja mais resistente

As organizações destacam que um copo reutilizável não é reutilizável apenas por ser feito de plástico mais grosso ou por conter mensagens de sustentabilidade. Como explica Rosa García, porta-voz da Zero Waste Alliance, "um copo não é reutilizável por ser mais grosso ou por carregar uma mensagem de sustentabilidade. Ele é reutilizável se for devolvido, lavado e colocado de volta em circulação ". Em outras palavras, a reutilização depende de um sistema completo de devolução, limpeza e reutilização.

Em muitos festivais, porém, o copo acaba se tornando uma lembrança do evento ou vai parar no lixo após o primeiro uso, deixando assim de cumprir a função ambiental para a qual foi projetado.

A lei já exige a oferta de alternativas

Desde 1º de julho de 2023, a legislação espanhola estabelece que os organizadores de eventos culturais, esportivos e festivos devem reduzir o uso de embalagens descartáveis ​​e facilitar o acesso à água potável. 

A regulamentação também inclui o uso de copos reutilizáveis ​​e prevê um depósito que deve ser reembolsado quando o consumidor devolver a embalagem. No entanto, essas organizações argumentam que a legislação não especifica suficientemente como esse sistema deve funcionar para garantir a reutilização efetiva.

As organizações ambientais propõem que as regulamentações futuras sejam mais claras. Entre suas principais reivindicações estão a definição legal do que deve ser considerado um sistema de reutilização verdadeiramente eficaz, a obrigatoriedade de instalar pontos de coleta de copos acessíveis em todo o evento e a necessidade de informar claramente se o valor pago pelo consumidor corresponde a um depósito reembolsável ou à compra do copo.

As organizações ambientais exigem mais fiscalização (Créditos: Pexels)

As organizações ambientais exigem mais fiscalização (Créditos: Pexels)

Além disso, solicitam que os organizadores forneçam dados verificáveis ​​sobre o número de copos recolhidos, além da implementação de mecanismos de inspeção e um regime de sanções para os casos em que os regulamentos não forem cumpridos. O Ministério da Transição Ecológica já está trabalhando na adaptação da legislação espanhola ao Regulamento Europeu 2025/40 sobre embalagens e resíduos de embalagens.

As organizações acreditam que esta revisão pode ajudar a implementar sistemas de reutilização verdadeiramente funcionais para evitar que copos, pratos ou canudos descartáveis ​​sejam comercializados sob uma imagem de sustentabilidade que, na prática, não acontece. Eles insistem que seu objetivo não é eliminar os copos reutilizáveis, mas garantir que sejam efetivamente recolhidos, lavados e reutilizados, fechando assim o ciclo para o qual foram produzidos.

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