Estudo aponta os benefícios, mas ainda é preciso cautela com o consumo regular
Existem muitas pesquisas sobre os benefícios do consumo regular do café, estando relacionado à saúde mental, saúde do coração e até mesmo a longevidade. Recentemente, um estudo trouxe mais um aspecto sobre as vantagens do consumo regular dessa bebida: a redução do estresse.
A pesquisa publicada no Journal of Affective Disorders fala sobre o café descafeinado, mas os benefícios também se estendem para a versão comum com cafeína. Ainda assim é preciso cautela com a presença da bebida na rotina e não exagerar nas doses.
Como o café pode ajudar a reduzir o estresse?
Essa ligação pode soar estranha para muitas pessoas, especialmente pelo fato de que é muito comum escutar que o café pode gerar nervosismo e ansiedade. E isso pode acontecer se o consumo for feito em excesso, mas existe um padrão que os cientistas identificaram para entender quando o café oferece benefícios e quando ele pode ser prejudicial para a saúde. “Queríamos estudar isso porque as evidências existentes sobre café e saúde mental têm sido inconsistentes e incompletas", diz Xiang Gao, um dos autores do estudo, em entrevista
Nesse caso, os responsáveis por ajudar na redução do estresse são a cafeína e os compostos bioativos presentes na bebida, como os antioxidantes, que podem influenciar o humor e o estado de alerta. A cafeína, em particular, atua sobre neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, que desempenham um papel importante na regulação do humor e nas respostas ao estresse.
Além disso, o fato de o café contribuir para a melhora do humor e a diminuição do cansaço também é relevante, pois aumenta as chances de engajamento social e a prática de atividade física, fatores que contribuem diretamente para a redução do estresse. Por tanto, a quantidade ideal de café que pode ajudar a reduzir o estresse é de duas a três xícaras por dia.
Como foi feita a pesquisa?
A análise feita pela equipe do Dr. Gao tinha os dados de mais de 460 mil pessoas que foram acompanhadas por quase 14 anos em relação ao seu consumo de café. Foi identificado então um padrão que mostrava que os consumidores de café apresentavam menor risco de saúde mental quando bebiam de duas a três xícaras por dia, isso foi visto independentemente dos indivíduos escolherem café descafeinado, moído ou instantâneo.
Curiosamente, a ligação da bebida com a saúde mental foi mais intensa nos homens do que nas mulheres e, segundo o Dr. Gao, isso provavelmente é devido às diferenças na metabolização mais lenta nas mulheres. “Para a maioria das pessoas, a mensagem é que o consumo moderado de café pode fazer parte de um estilo de vida saudável , mas não deve ser considerado um substituto para aspectos fundamentais da saúde mental", explica o especialista.
Vale ressaltar que o estresse é uma questão complexa, com muitas particularidades e que a reação do corpo com a cafeína varia muito de pessoa para pessoa. Esse estudo serve para entender melhor os efeitos dessa bebida tão popular, assim como outras pesquisas têm mostrado.
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