Essa fruta tem flavonoides e resveratrol, compostos antioxidantes que podem ajudar na proteção das células do cérebro em pessoas com Parkinson
A uva é uma fruta bastante presente na alimentação e também chama atenção pelos compostos antioxidantes encontrados em sua composição. Entre eles estão os flavonoides e o resveratrol, substâncias que podem ajudar a proteger as células do cérebro contra o estresse oxidativo e a inflamação, fatores relacionados à progressão de doenças neurodegenerativas.
Por isso, a fruta pode fazer parte de uma alimentação voltada ao suporte da saúde de pessoas com doença de Parkinson. Estudos indicam ainda que uma dieta rica em flavonoides pode estar associada à redução do risco de mortalidade e à melhora da qualidade de vida de pessoas diagnosticadas com o distúrbio.
Como a uva pode ser consumida por quem tem Parkinson?
A fruta e seus derivados podem aparecer na alimentação de diferentes maneiras. Cada opção mantém características próprias dos compostos presentes na uva.
Uva passa
Como passa por um processo de desidratação, a uva-passa concentra uma quantidade maior de antioxidantes, polifenóis e vitaminas em comparação com a fruta fresca.
Suco de uva integral
O suco integral e puro mantém propriedades da casca e da semente da uva, regiões que apresentam maior concentração de resveratrol.
Vinho tinto
O vinho tinto também contém esses compostos, mas seu consumo deve ser moderado e validado pelo médico. O álcool pode interagir com medicamentos e, por isso, essa opção exige atenção.
Quem toma remédio para Parkinson precisa ter cuidado com a alimentação?
Existe um cuidado importante para quem faz tratamento com medicamentos à base de Levodopa, como o Prolopa. Alimentos ricos em proteínas, incluindo leite, ovos e carnes, podem competir com a absorção do medicamento.
A uva, por si só, não provoca esse problema. Porém, quando consumida junto desses alimentos ou muito próxima do horário da medicação, a eficácia do tratamento pode ser reduzida.
A recomendação apresentada é manter um intervalo de aproximadamente duas horas entre refeições com proteínas e o uso do medicamento.
Por isso, quem tem Parkinson deve conversar com o neurologista ou com um nutricionista especializado antes de fazer mudanças na alimentação. O acompanhamento profissional é importante para ajustar a dieta de maneira segura e adequada ao tratamento.