O espaço se transformou em um pequeno ecossistema. (Créditos: Canva)
Em 2017, Maggie Johnson tinha apenas 14 anos quando recebeu uma tarefa de agricultura que acabaria mudando o quintal de sua família. Moradora do Vale do Shenandoah, na Virgínia, nos Estados Unidos, ela decidiu colocar a mão na terra e construir um lago. O que começou como um simples trabalho escolar se transformou, nove anos depois, em um pequeno habitat para diversas espécies.
O terreno, antes marcado principalmente por um gramado irregular, ganhou água, vegetação e novos visitantes ao longo do tempo. Hoje, sapos, rãs, insetos, aves e outros animais utilizam o espaço, que recebeu da família o nome de “Maggie’s Pond”, ou “Lago da Maggie”. A história foi relatada pelo pai da jovem, o fotógrafo conservacionista Steven David Johnson, em uma publicação da National Wildlife Federation (NWF).
Lago começou como uma tarefa de agricultura
Antes de começar a escavação, Maggie pesquisou maneiras de construir o lago. No outono de 2017, ela iniciou o trabalho e, meses depois, na primavera de 2018, a estrutura já estava pronta e cheia de água.
A família logo percebeu que o projeto poderia ir além da atividade escolar. Os pais da adolescente, Steven e Anna Maria, ajudaram a organizar as margens, acrescentando terra, pedras e plantas. Não demorou para que os primeiros moradores aparecessem: poucas semanas depois de o lago ficar cheio, sapos-americanos já haviam encontrado naquele espaço um novo habitat.
Com o passar dos anos, a biodiversidade aumentou. Pererecas-cinzentas e rãs-verdes passaram a fazer parte da paisagem sonora durante a noite, enquanto libélulas e besouros aquáticos circulam pela água. Aves utilizam o lago para se banhar e veados aparecem ocasionalmente para beber.
Vegetação nativa ajudou a atrair mais espécies
A transformação não aconteceu apenas por causa da água. A família também passou a pesquisar quais plantas poderiam favorecer a presença de animais nativos e criou uma área de vegetação ao redor do lago.
Entre as espécies cultivadas estão o buttonbush (Cephalanthus occidentalis), plantas do gênero Eutrochium, conhecidas como Joe-Pye weed, e a pickerelweed (Pontederia cordata). Posteriormente, nenúfares-brancos foram adicionados à água, criando novos pontos de abrigo para anfíbios e pequenos organismos aquáticos.
A vegetação cumpre funções importantes no ambiente, oferecendo alimento, proteção e locais de reprodução. De acordo com a NWF, jardins voltados à vida selvagem podem se beneficiar quando uma parcela significativa da área é ocupada por plantas nativas.
Quintal ganhou certificação e virou laboratório
O espaço acabou recebendo a certificação “Certified Wildlife Habitat”, concedida pela National Wildlife Federation a ambientes que oferecem condições como alimento, água, abrigo e locais adequados para reprodução da fauna.
O projeto também teve um custo inicial relativamente baixo. Segundo Steven, cerca de US$ 160 foram gastos com a manta impermeabilizante, plantas e ferramentas. Atualmente, a família investe aproximadamente US$ 100 por ano em novas espécies vegetais. Em 2025, outros US$ 600 foram utilizados na instalação de uma cerca para impedir a entrada de gatos e proteger os anfíbios.
Hoje, aos 23 anos, Maggie continua acompanhando o espaço que criou na adolescência. Ela observa e desenha organismos encontrados no lago, enquanto o pai registra diferentes espécies em fotografias.
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