Recolhimento ocorreu ainda na fase de distribuição.
Mais de 20 toneladas de mirtilos congelados foram retiradas do mercado após um alerta de possível contaminação por uma bactéria que pode causar sérios problemas de saúde. A medida foi reforçada pela Food and Drug Administration, agência responsável pela segurança de alimentos nos Estados Unidos.
O recolhimento foi iniciado de forma voluntária pela Oregon Potato Company, empresa responsável pela produção e distribuição dos mirtilos congelados.
A decisão foi tomada após a identificação de um possível risco de contaminação por uma bactéria associada a infecções graves, especialmente em idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com imunidade baixa.
Produtos chegaram a ser distribuídos em cidades dos Estados Unidos e do Canadá antes do recall
Antes do recall, os mirtilos haviam sido enviados para alguns estados norte-americanos, como Michigan, Oregon, Washington e Wisconsin. Além disso, parte da carga também foi distribuída no Canadá.
Segundo as autoridades, os produtos não chegaram a ser vendidos diretamente nas lojas de varejo. Para evitar que o alimento chegasse aos consumidores, a empresa suspendeu a venda e acionou os órgãos de vigilância sanitária.
Entretanto, todos os lotes envolvidos tinham data de validade prevista até 2027, o que aumentou a preocupação com a possível circulação prolongada do produto no mercado.
Recall entra na categoria mais grave: entenda o que isso significa
No dia 24 de fevereiro, a agência elevou o caso para a categoria mais séria de recall, conhecida como Classe I. Essa classificação indica que existe uma probabilidade razoável de que o consumo ou contato com o produto possa causar danos graves à saúde ou até mesmo levar à morte.
Por isso, o reforço do alerta foi feito para garantir que nenhum lote permanecesse em circulação.
O alerta também vale para o Brasil?
Embora o recall tenha ocorrido nos Estados Unidos e no Canadá, o caso serve como um alerta para o mundo todo. O Brasil importa mirtilos e outras frutas congeladas de diferentes mercados, incluindo os Estados Unidos. Mesmo que o lote recolhido não tenha vindo para cá, situações como essa mostram como é importante ficar atento na hora da compra.
- Para reduzir riscos como esse, o consumidor deve:
- Verificar a procedência dos produtos;
- Conferir rótulos e datas de validade;
- Acompanhar comunicados oficiais;
- Evitar consumir itens com origem duvidosa.
Em caso de dúvida, o ideal é não consumir o alimento e entrar em contato com o fabricante ou com os órgãos de defesa do consumidor.
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