Os nutricionistas estão recomendando comer mais peixe enlatado, mas você sabe por quê?
Por  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

O ideal é variar o consumo entre peixe fresco e peixe enlatado, aproveitando as vantagens de cada um

Para a maioria das pessoas, o mais importante continua sendo incluir peixe regularmente na alimentação (Crédito: Shutterstock)

Durante muito tempo, o peixe enlatado ficou conhecido como aquele ingrediente de última hora, usado apenas quando não havia peixe fresco disponível.

Nos últimos anos, porém, essa percepção começou a mudar. Nutricionistas e pesquisadores passaram a destacar que alimentos como sardinha, atum, salmão, cavalinha e arenque enlatados podem fazer parte de uma alimentação saudável, prática e nutritiva.

Por que o peixe enlatado ganhou espaço entre os nutricionistas?

O maior destaque do peixe enlatado é reunir diversos nutrientes importantes em um único alimento. Em vez de oferecer apenas proteína, ele também fornece gorduras boas, vitaminas e minerais que participam de diferentes funções do organismo.

Os peixes considerados mais gordurosos, como sardinha, salmão, cavalinha e arenque, concentram quantidades elevadas de ômega-3, um tipo de gordura associado à saúde cardiovascular e cerebral. Como o corpo humano não produz esse nutriente em quantidade suficiente, ele precisa ser obtido pela alimentação.

Além disso, essas opções costumam apresentar uma excelente relação entre qualidade nutricional, praticidade e custo, tornando o consumo de peixe mais fácil para quem tem uma rotina corrida.

Os principais benefícios associados ao consumo regular incluem:

  • Fonte de proteínas de alto valor biológico
  • Rico em ácidos graxos ômega-3
  • Fornece vitamina D e vitamina B12
  • Contribui para a ingestão de selênio, importante antioxidante
  • Algumas variedades também oferecem cálcio, principalmente quando as espinhas são consumidas

Diversos estudos apontam que dietas com maior consumo de peixes ricos em ômega-3 estão associadas à redução do risco de doenças cardiovasculares. Essas gorduras também participam do funcionamento do cérebro e ajudam a controlar processos inflamatórios no organismo.

Sardinha costuma ser uma das melhores escolhas

A sardinha ela reúne uma combinação interessante de nutrientes e ainda permite o consumo das espinhas, que ficam macias durante o processamento industrial. Dessa forma, além de proteínas e ômega-3, a sardinha também fornece uma quantidade significativa de cálcio.

Outro ponto positivo é que, por ser um peixe pequeno, costuma acumular menos mercúrio ao longo da vida quando comparada a espécies maiores.

Além da sardinha, outras boas opções incluem:

  • Salmão
  • Atum
  • Cavalinha
  • Arenque
  • Anchovas

Esses peixes fazem parte de um grupo frequentemente recomendado por apresentarem altas concentrações de ômega-3 e menor risco de contaminação por metais pesados.

Como incluir o peixe enlatado na alimentação?

Entre as formas mais simples de utilizar estão torradas, sanduíches, saladas, massas, arroz, omeletes, patês e recheios de tortas. Também pode ser combinado com legumes, grãos integrais e verduras para formar refeições completas.

Outra dica é evitar aquecer o peixe por muito tempo em temperaturas muito elevadas. Como ele já passou pelo cozimento durante o processo de fabricação, preparações rápidas ajudam a preservar melhor suas características nutricionais.

Vale substituir o peixe fresco?

Não existe necessidade de escolher apenas uma opção. O ideal é variar o consumo entre peixe fresco e peixe enlatado, aproveitando as vantagens de cada um.

Enquanto o peixe fresco oferece maior variedade de preparações, o enlatado facilita a rotina e permite manter uma boa ingestão de nutrientes mesmo nos dias em que falta tempo para cozinhar.

Para a maioria das pessoas, o mais importante continua sendo incluir peixe regularmente na alimentação. Diversas entidades de saúde recomendam consumir pescado cerca de duas vezes por semana como parte de uma dieta equilibrada.

7 receitas com sardinha que são baratas, nutritivas e ricas em ômega-3

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