O jejum intermitente virou tendência entre quem busca emagrecer, mas estudos apontam que seus benefícios podem ser bem parecidos com os das dietas tradicionais.
O jejum intermitente se tornou uma das estratégias mais populares para emagrecer nos últimos anos. Ele conquistou adeptos no mundo inteiro, principalmente com protocolos como o 16/8, em que a pessoa passa 16 horas em jejum e concentra as refeições em uma janela de 8 horas. Mas, apesar da fama, pesquisas recentes mostram que seus resultados podem não ser tão diferentes assim dos obtidos com dietas tradicionais de restrição calórica.
Diversos estudos compararam o jejum intermitente com métodos mais convencionais de emagrecimento, como simplesmente reduzir a ingestão diária de calorias. A conclusão é que ambas as estratégias podem trazer benefícios parecidos para o peso corporal e para indicadores importantes da saúde, como glicose, colesterol e pressão arterial. Ou seja: o segredo parece estar menos no horário em que se come e mais na quantidade total de calorias consumidas ao longo do tempo.
Jejum intermitente e restrição calórica têm efeitos parecidos
Ao contrário do que muita gente imagina, o jejum intermitente não funciona como uma “chave mágica” para acelerar o emagrecimento. Uma revisão publicada pela Science Translational Medicine analisou diferentes estudos sobre protocolos de jejum e dietas tradicionais de restrição calórica contínua. Os pesquisadores observaram que, no longo prazo, os benefícios das duas estratégias são muito semelhantes.
Isso vale tanto para a perda de peso quanto para a melhora de fatores cardiometabólicos, como níveis de açúcar no sangue, lipídios, pressão arterial e marcadores inflamatórios. Em alguns estudos de curta duração, o jejum em dias alternados até apresentou ligeira vantagem, mas os resultados tendem a se equilibrar com o passar do tempo.
Outro ponto importante é que o jejum intermitente só funciona quando há déficit calórico. Em outras palavras, se a pessoa comer mais calorias do que gasta durante a janela de alimentação, dificilmente haverá perda de peso. Pesquisas mostram que seguir um protocolo de jejum sem reduzir o consumo calórico total não altera significativamente o peso nem o percentual de gordura corporal.
A melhor estratégia é aquela que você consegue manter
Embora o jejum intermitente possa funcionar para algumas pessoas, ele nem sempre é fácil de encaixar na rotina. Quem costuma fazer refeições em família, jantar tarde ou manter horários sociais mais flexíveis pode encontrar dificuldade para seguir períodos longos de jejum diariamente.
Já as dietas com restrição calórica contínua tendem a oferecer mais flexibilidade. Pequenas mudanças conscientes na alimentação, acompanhadas por um profissional, podem ser mais simples de manter a longo prazo e se adaptar melhor ao cotidiano.
Além disso, especialistas destacam que a qualidade da alimentação continua sendo fundamental em qualquer estratégia. Não adianta restringir horários e continuar consumindo alimentos ultraprocessados em excesso. Da mesma forma, reduzir calorias de maneira equilibrada, com refeições nutritivas e que saciam, ajuda a tornar o processo mais fácil.
O mais importante é criar hábitos duradouros
No fim das contas, tanto o jejum intermitente quanto a restrição calórica podem trazer resultados positivos quando feitos corretamente. A diferença está principalmente na adaptação individual e na capacidade de manter o método ao longo do tempo.
Para algumas pessoas, pular o café da manhã e concentrar as refeições em poucas horas do dia pode ser simples. Para outras, uma alimentação equilibrada com horários mais tradicionais será muito mais confortável. O mais importante é escolher uma estratégia compatível com a rotina, que permita manter hábitos saudáveis sem sofrimento e favoreça resultados consistentes a longo prazo.
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