O consumo de ovos afeta o fígado e os rins? Quando escolher a gema e quando escolher a clara
Por  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

O consumo regular desse alimento gera algumas dúvidas sobre a saúde desses órgãos

Entenda por que as pessoas têm essa dúvida e quais são os cuidados reais (Créditos: Shutterstock)

O ovo é considerado um alimento completo e muito nutritivo. Fonte de proteínas de alta qualidade, vitaminas e minerais essenciais como ferro, zinco e selênio, sendo um ótimo aliado para a saúde. 

No entanto, algumas dúvidas surgem em relação ao seu consumo, especialmente quando se trata da saúde do fígado e dos rins: será que esse alimento é capaz de afetá-los? Entenda por que esse questionamento surge e a opinião de especialistas.

O consumo de ovos pode afetar o fígado e os rins?

A resposta vai depender de cada caso e da saúde de cada indivíduo. A primeira coisa a ser ressaltada é que o consumo de qualquer alimento em excesso pode ser prejudicial e nem todo mundo pode comer determinados alimentos sem restrições. Indivíduos que sofrem de certas doenças devem tomar mais cuidado com a composição dos ingredientes presentes na rotina alimentar

Por isso, alguns especialistas alertam que pessoas com doenças hepáticas e renais devem se atentar. Em matéria para o Agência Brasil, a nutricionista Rafaela Dias afirma que “o ovo, especialmente, pode trazer problemas para pessoas que já têm algum problema renal ou que têm predisposição a problemas renais, por conta da sobrecarga de proteína”. 

Já em relação ao fígado, a preocupação costuma surgir por conta da presença da gordura saturada e do colesterol, mas o alimento em si, isoladamente, não é considerado um fator importante para o aumento do risco de problemas no fígado.

Por isso, não é possível dizer que existe uma relação de causalidade por conta do consumo do ovo, mas para quem já sofre de alguma doença é sempre valido prestar atenção na alimentação, evitar excessos e manter o acompanhamento com um profissional de saúde.

Quando escolher a clara e quando escolher a gema?

Consumir gema e clara juntos é mais benéfico, pois a gema contém gorduras e nutrientes importantes, enquanto a clara é rica em proteínas. No entanto, também é preciso atenção no modo de preparo dos ovos. Adicionar uma quantidade expressiva de óleo refinado, um ingrediente que pode prejudicar o fígado se não for utilizado com cautela, não é a melhor opção. 

A nutricionista Patrícia Leite comentou sobre o assunto em seu canal no YouTube e afirmou que é possível controlar a quantidade de gemas consumidas no dia, mas raramente vai ser preciso eliminar a gema por completo. 

Ela dá um exemplo: usando 2 claras e um ovo inteiro na hora de fazer uma omelete, você consegue reduzir a quantidade de gordura saturada e colesterol do prato final. A nutricionista também explica que quando se trata dessas doenças existem muitas variantes: “o leque é grande e deve ser avaliado individualmente”.

Em resumo, o melhor a se fazer é sempre consultar o seu médico e lembrar que o consumo de qualquer alimento em excesso pode ser prejudicial.

Veja mais:

Por que os chefs profissionais não continuam cozinhando ovos depois de levá-los à fervura: o segredo para um prato perfeito

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