Depois dos 50, comer sardinha enlatada pode ajudar músculos e ossos: TudoGostoso explica
Por  Adriana Douglas

Após uma certa idade, alguns nutrientes ganham ainda mais importância e esse alimento acessível pode ser um aliado prático na rotina

Mesmo na versão em lata, a sardinha é um alimento rico em proteínas, cálcio e ômega-3 (Créditos: Shutterstock)

Aquela latinha de sardinha esquecida no armário de casa pode ser muito mais interessante do ponto de vista nutricional do que parece. Prática e acessível, ela reúne proteínas de boa qualidade, ômega-3, vitamina D e cálcio – especialmente quando suas espinhas macias também são consumidas.

Embora seja importante em qualquer fase da vida, essa combinação de nutrientes ganha destaque principalmente depois dos 50 anos, fase em que a manutenção da massa muscular e da saúde dos ossos merece atenção especial. Nesse contexto, a sardinha enlatada pode ser uma maneira simples e saudável de complementar a dieta.

Consumo de proteína merece atenção depois dos 50

A perda de massa muscular é algo faz parte do processo natural de envelhecimento e pode se tornar mais acelerada a partir dos 50 anos. Por isso, além de manter uma rotina de atividade física, é importante consumir proteínas suficientes ao longo do dia.

A proteína é responsável por fornecer aminoácidos necessários para a manutenção e a reparação dos músculos. Com o passar dos anos, o organismo pode aproveitar esse nutriente de maneira menos eficiente, o que torna a qualidade e a distribuição da proteína na alimentação ainda mais relevantes.

Nesse cenário, a sardinha enlatada é uma opção extremamente prática: basta abrir a embalagem e utilizá-la em saladas, sanduíches, patês, massas ou outras receitas.

Basta abrir a lata e utilizar a sardinha em saladas, massas e diversas receitas (Créditos: Shutterstock)

Ômega-3 e cálcio são pontos fortes da sardinha

Além das proteínas, a sardinha também é um peixe rico em ômega-3 (especialmente EPA e DHA). Esses ácidos graxos têm papel importante no funcionamento do organismo e são associados a melhoras na saúde cardiovascular.

E há ainda outro detalhe que muita gente ignora: as pequenas espinhas presentes na sardinha enlatada ficam bastante macias durante o processamento. Mesmo que algumas pessoas não gostem, elas podem ser ingeridas junto com o peixe e contribuir de forma relevante para o aporte de cálcio.

Aliás, um dos grandes diferenciais da sardinha é justamente a combinação de todos esses nutrientes. A proteína contribui para a manutenção da massa muscular. Já o cálcio é fundamental para a estrutura e a manutenção dos ossos. E o ômega-3 favorece tanto a saúde do coração quanto a função cerebral, que também pode ser impactada pelo envelhecimento.

Vale destacar que a sardinha também é uma das melhores fontes alimentares de vitamina D – nutriente que participa do metabolismo do cálcio e também está relacionada ao funcionamento adequado dos músculos. Ou seja, a sardinha é nutricionalmente interessante para quem quer cuidar da saúde como um todo.

O conjunto de nutrientes oferecidos pela sardinha é muito bom para todas as idades, mas mais ainda para quem está acima dos 50 anos (Créditos: Shutterstock)

Quantas vezes por semana dá para comer?

De forma geral, a sardinha pode aparecer no cardápio algumas vezes por semana, preferencialmente dentro de uma dieta equilibrada. O ideal é alterná-la com outros peixes e diferentes fontes de proteína para garantir uma alimentação variada e completa.

Também vale prestar atenção ao rótulo antes de comprar qualquer produto. As versões enlatadas podem variar bastante na quantidade de sódio, óleo e outros ingredientes. Quem precisa controlar o consumo de sal deve dar preferência às opções adequadas à própria alimentação e seguir as orientações de um profissional de saúde quando houver uma recomendação específica.

Praticidade também conta

Verdade seja dita: se existe uma vantagem que faz a sardinha enlatada ganhar muitos pontos no dia a dia, é a praticidade. Não é preciso limpar, temperar ou cozinhar o peixe antes de consumi-lo. Uma única lata pode virar um jantar rápido com pão integral, tomate, folhas e limão. Também pode ser misturada com ricota ou cottage para preparar um patê, acrescentada a uma salada de legumes ou usada como recheio de uma omelete.

Além disso, por ser um alimento que pode ficar armazenado por bastante tempo, a sardinha enlatada funciona como uma alternativa conveniente para ter uma fonte de proteína sempre à mão. Mas não se esqueça: ela não deve substituir completamente o peixe fresco. A variedade continua sendo uma das regras de ouro de uma alimentação verdadeiramente saudável.

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