Essa é uma sobremesa que combina muito bem com café passado na hora, chá quente ou até chocolate quente
Eu sou do tipo que espera a Festa Junina chegar para fazer receita com amendoim, mas essa torta de pé de moleque me pegou de um jeito diferente. Ela tem aquele sabor clássico do doce, só que aparece em uma versão mais bonita, cremosa e perfeita para servir em fatias.
A base amanteigada, o recheio de amendoim e a cobertura caramelada deixam tudo com cara de doce especial, daqueles que vão para o centro da mesa. É uma torta junina, mas com apresentação caprichada e sabor intenso de pé de moleque.
Essa torta de pé de moleque virou minha sobremesa junina favorita
A massa sablée fica delicada, levemente quebradiça e amanteigada. O recheio de amendoim assa junto com a base e ganha uma textura cremosa, enquanto a cobertura de caramelo com amendoim torrado entra por cima para trazer brilho, crocância e aquele sabor que lembra festa de interior.
O segredo é organizar tudo por etapas: primeiro o recheio, depois a massa e, por último, o caramelo. Assim, a montagem fica mais tranquila e o resultado compensa, principalmente se a ideia for servir algo diferente em uma festa junina.
Ingredientes
Para a massa sablée:
- 200 g de farinha de trigo
- 2 ovos
- 70 g de açúcar
- 50 g de manteiga
Para o recheio:
- 100 g de amendoim torrado sem sal
- 100 g de açúcar
- 2 ovos
- 100 g de manteiga
Para o caramelo com amendoim:
- 100 g de açúcar
- 100 g de manteiga
- 25 g de creme de leite
- 100 g de amendoim sem sal
Eu gosto de separar os ingredientes antes de começar porque essa torta doce tem etapas diferentes e isso evita confusão no preparo. A massa precisa descansar, o recheio deve ficar reservado na geladeira e o caramelo entra só na finalização, então deixar tudo medido ajuda bastante.
Modo de preparo
- Coloque o amendoim torrado, o açúcar, os ovos e a manteiga do recheio no processador e bata até formar um creme
- Transfira o recheio para uma tigela e reserve na geladeira enquanto prepara a massa
- Em outra tigela, misture a farinha de trigo com a manteiga até obter uma textura parecida com areia úmida
- Adicione os ovos e o açúcar e misture até formar uma massa homogênea
- Envolva a massa em plástico-filme e leve à geladeira por pelo menos 30 minutos
- Coloque o açúcar do caramelo em uma panela e leve ao fogo médio até derreter e ganhar cor dourada
- Adicione o creme de leite com cuidado, misture bem e acrescente a manteiga até formar um caramelo cremoso
- Reserve o caramelo na geladeira e torre o amendoim da cobertura em fogo alto por alguns minutos
- Abra a massa em uma forma retangular, cobrindo bem o fundo e as laterais
- Preaqueça o forno a 180°C e espalhe o creme de amendoim sobre a base da torta
- Leve ao forno por 20 a 25 minutos, até a massa assar e o recheio firmar
- Retire do forno, espere descansar por 15 minutos e finalize com o caramelo frio e o amendoim torrado por cima
Depois de pronta, eu prefiro deixar a torta descansar um pouco antes de cortar, porque as camadas ficam mais firmes e bonitas. O caramelo frio ajuda a dar acabamento e o amendoim torrado por cima deixa cada fatia com aquele contraste gostoso entre cremosidade e crocância.
O cuidado que fez minha torta ficar mais gostosa
O ponto mais importante dessa receita é não apressar as etapas. A massa precisa de descanso para ficar mais fácil de abrir e assar melhor. O recheio também ganha textura quando fica alguns minutos na geladeira, e o caramelo deve esfriar antes de entrar na torta para não escorrer demais sobre a cobertura.
Também vale prestar atenção ao amendoim. Se ele estiver sem sal e bem torrado, o sabor fica muito mais marcante. Eu gosto de deixar alguns pedaços mais inteiros na cobertura, porque isso reforça a lembrança do pé de moleque tradicional e deixa a torta com cara de sobremesa junina de verdade.
Como servir essa torta de pé de moleque na Festa Junina
Essa é uma sobremesa que combina muito bem com café passado na hora, chá quente ou até chocolate quente nos dias mais frios. Como ela já tem bastante sabor de amendoim e caramelo, o ideal é cortar em fatias médias, sem exagerar no tamanho. Ela sustenta bem e fica ótima servida em temperatura ambiente.
Para uma mesa junina, eu colocaria essa torta ao lado de bolo de milho, canjica, cocada e paçoca. Ela conversa com todos esses sabores, mas ainda assim chama atenção por ser diferente. É uma receita com alma de festa, só que com um acabamento mais elegante. Faça em casa!
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