A densidade óssea afeta a duração e a qualidade de vida. O que comer para manter os ossos saudáveis?
Por  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Saiba que a osteoporose pode permanecer silenciosa até ocorrer uma fratura

Comer bem ajuda, mas a manutenção da densidade óssea também depende de outros hábitos... (Crédito: Shutterstock)

A perda de densidade óssea aumenta o risco de fraturas, especialmente em idades mais avançadas, e algumas delas podem comprometer bastante a mobilidade e a independência.

A saúde dos ossos é construída durante toda a vida. Na infância e no início da idade adulta ocorre grande parte da formação da massa óssea, enquanto, com o avanço da idade, a tendência é perder gradualmente parte dessa reserva. 

Cálcio: um dos nutrientes mais importantes

A recomendação de consumir alimentos ricos em cálcio porque quase todo o cálcio presente no organismo está armazenado nos ossos e dentes, onde contribui para sua estrutura e resistência. Quando a alimentação não fornece quantidade suficiente, o organismo pode recorrer às reservas presentes no esqueleto.

Leite, iogurte e queijo são algumas das fontes mais conhecidas, mas não são as únicas. Vegetais como couve e brócolis, alimentos de soja e peixes enlatados consumidos com as espinhas macias também podem contribuir para a ingestão do mineral.

Vitamina D ajuda o organismo a aproveitar o cálcio

A vitamina D participa diretamente de sua absorção pelo intestino e tem papel importante na mineralização dos ossos. Uma ingestão insuficiente pode comprometer esse processo e contribuir para ossos mais frágeis.

Entre as fontes alimentares estão peixes gordurosos, como salmão, atum e cavala, além da gema do ovo e de produtos fortificados. A alimentação, entretanto, nem sempre fornece toda a vitamina D necessária. Uma boa quantidade deste nutriente é absorvida em contato regular com o Sol.

Proteína também faz parte da estrutura óssea

Quando o assunto é osso, muita gente pensa exclusivamente em minerais, mas a proteína também tem importância. Ela participa da formação da matriz estrutural do tecido ósseo e, ao mesmo tempo, é fundamental para preservar músculos, que ajudam na estabilidade e na redução do risco de quedas durante o envelhecimento.

Por isso, vale distribuir boas fontes de proteína ao longo das refeições. Ovos, peixes, carnes, leite e derivados são alternativas de origem animal, enquanto feijão, lentilha, grão-de-bico, soja e tofu ajudam quem busca aumentar a presença de proteínas vegetais na alimentação.

Não é só cálcio: outros nutrientes entram nessa conta

Uma dieta voltada à saúde óssea precisa ser variada. Magnésio, fósforo, vitamina K e zinco também participam de processos relacionados à formação e manutenção do tecido ósseo.

Alguns alimentos interessantes para variar o cardápio são:

  • Cálcio: Leite, iogurte, queijo, tofu, couve e sardinha com espinhas
  • Vitamina D: Salmão, cavala, atum, gema de ovo e alimentos fortificados
  • Magnésio: Folhas verdes, leguminosas, oleaginosas e sementes
  • Vitamina K: Espinafre, couve, brócolis e outras folhas verdes
  • Proteínas: Ovos, peixes, carnes, laticínios, feijão, lentilha e soja
  • Gorduras boas: Nozes, sementes e peixes gordurosos

Iogurte com frutas e sementes, uma salada com folhas verdes e tofu ou sardinhas acompanhadas de vegetais são exemplos simples de combinações que ajudam a diversificar o consumo.

Sardinha é uma opção especialmente interessante 

Peixes enlatados como a sardinha merecem atenção porque combinam diferentes nutrientes em um único alimento. Quando as pequenas espinhas são consumidas junto com o peixe, elas fornecem cálcio, enquanto a própria carne acrescenta proteína e outros nutrientes. Salmão enlatado com as espinhas macias também pode cumprir função semelhante.

Além disso, sementes como chia acrescentam cálcio, magnésio e outros minerais, enquanto frutas e vegetais contribuem com diferentes micronutrientes e compostos vegetais. O importante não é encontrar um único "superalimento para os ossos", mas construir uma alimentação variada ao longo dos dias.

Alimentação é importante, mas não trabalha sozinha

Comer bem ajuda, mas a manutenção da densidade óssea também depende de outros hábitos. Exercícios que colocam carga sobre o esqueleto e atividades de fortalecimento muscular fazem parte das estratégias recomendadas para cuidar dos ossos ao longo da vida.

Lembrando que a osteoporose pode permanecer silenciosa até ocorrer uma fratura, por isso pessoas com fatores de risco ou em faixas etárias nas quais a perda óssea se torna mais relevante podem precisar de avaliação médica.

Sou nutricionista e garanto: esse alimento é a estrela quando o assunto é magnésio e aqui está como adicioná-lo ao cardápio

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