Sardinha em lata ou sardinha fresca: qual é a melhor (Créditos: Canva)
Quando pensamos em alimentos enlatados, é comum imaginar que eles mantêm praticamente os mesmos nutrientes da versão fresca. E, em muitos casos, isso realmente acontece. Mas as sardinhas são um exemplo curioso de como o processamento pode mudar bastante a quantidade de um determinado nutriente.
A sardinha (Sardina pilchardus) é uma boa fonte de proteína animal e também fornece gorduras insaturadas, incluindo os ácidos graxos ômega-3. Essas gorduras poli-insaturadas são conhecidas por seus benefícios para a saúde cardiovascular e podem ajudar a reduzir o colesterol e os triglicerídeos.
A grande diferença entre a sardinha fresca e a enlatada aparece quando o assunto é cálcio.
Por que a sardinha enlatada tem mais cálcio?
De acordo com a base de dados Bedca, 100 gramas de sardinha fresca fornecem cerca de 43 mg de cálcio. Já a sardinha enlatada em óleo ultrapassa 300 mg do mineral na mesma quantidade.
A diferença é tão grande que a sardinha em conserva aparece entre os alimentos comuns com maior concentração de cálcio, superando alguns laticínios, como leite e queijos frescos.
Mas de onde vem tanto cálcio? A resposta está justamente em uma parte do peixe que muita gente costuma descartar: as espinhas.
Quando a sardinha fresca é frita, grelhada ou assada, geralmente retiramos as espinhas porque elas não são agradáveis de comer. Nas conservas, porém, as sardinhas passam por um tratamento térmico que deixa as espinhas macias e fáceis de consumir.
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