Café da manhã, almoço, lanche e jantar fazem parte da rotina de boa parte das pessoas, mas será que são realmente necessários? (Créditos: Shutterstock)
A ideia de fazer várias refeições ao longo do dia parece tão natural atualmente que muita gente nem questiona. Café da manhã, almoço, lanche, jantar e até uma “beliscada” antes de dormir entraram na rotina moderna quase como obrigação. Mas, para o especialista em longevidade Diego Suárez, esse padrão pode estar longe do ideal para o organismo.
Durante uma participação no podcast Bendita Madurez, apresentado pela influenciadora Delia Sanz (@deliasanzstyle), Suárez chamou atenção ao defender uma visão que vai contra boa parte das recomendações alimentares populares hoje em dia: segundo ele, o corpo humano foi feito para passar longos períodos sem comer.
O que está por trás desse conceito sobre alimentação?
Na conversa, o especialista foi categórico: “Deveríamos comer uma vez por dia, como faziam antigamente”, disse. Para ele, o organismo humano funciona melhor quando não está constantemente ocupado digerindo alimentos.
De acordo com Suárez, o excesso de refeições pode impedir que o corpo entre em processos naturais de reparação e recuperação. Ele usou até o comportamento dos animais como exemplo. Quando ficam doentes, muitos simplesmente param de comer temporariamente e isso, na visão de Suárez, é uma resposta instintiva do corpo para direcionar energia à recuperação.
O especialista argumenta que, quando alguém come o tempo inteiro (especialmente de duas em duas horas), o organismo permanece focado na digestão, sem “descanso metabólico”. Por isso, ele acredita que os períodos de jejum têm papel importante na saúde e na longevidade.
Comer menos vezes faz bem para todo mundo?
Apesar da fala do especialista, nutricionistas e médicos costumam fazer um alerta importante: não existe uma regra universal quando o assunto é alimentação. O jejum intermitente, por exemplo, vem sendo estudado por possíveis benefícios relacionados ao controle da glicemia, perda de peso e redução de inflamações. Porém, isso não significa que ficar longos períodos sem comer seja adequado para todas as pessoas.
Fatores como idade, rotina, prática de exercícios, condições de saúde e necessidades nutricionais individuais fazem muita diferença. Tanto que crianças, adolescentes, gestantes, idosos e pessoas com determinadas doenças precisam de acompanhamento profissional antes de adotar mudanças radicais na alimentação.
Além disso, longos períodos sem comer podem causar tontura, fraqueza, irritabilidade e até episódios de compulsão em algumas pessoas. Portanto, é muito importante entender como cada organismo reage a esse tipo de restrição alimentar.
Um ponto que merece atenção
Mesmo gerando polêmica, a fala de Diego Suárez levanta uma discussão interessante: será que tem gente que come por hábito e não por fome? A rotina acelerada, o estresse e a facilidade de acesso a alimentos industrializados fizeram com que o ato de comer deixasse de ser apenas uma necessidade fisiológica. Muitas vezes, ele é distração, recompensa emocional ou simples costume.
Por isso, especialistas em saúde costumam concordar em pelo menos um ponto: prestar mais atenção aos sinais do corpo e à qualidade da alimentação pode ser mais importante do que seguir padrões automáticos impostos pela rotina moderna.