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Diego Suárez, especialista em longevidade: "Deveríamos comer uma vez por dia, como faziam antigamente."
Adriana DouglasPor  Adriana Douglas

Empresário espanhol do ramo de "retroenvelhecimento" defende que longos períodos em jejum são importantes para um melhor funcionamento do organismo humano

Diego Suárez, especialista em longevidade: "Deveríamos comer uma vez por dia, como faziam antigamente."

Café da manhã, almoço, lanche e jantar fazem parte da rotina de boa parte das pessoas, mas será que são realmente necessários? (Créditos: Shutterstock)

A ideia de fazer várias refeições ao longo do dia parece tão natural atualmente que muita gente nem questiona. Café da manhã, almoço, lanche, jantar e até uma “beliscada” antes de dormir entraram na rotina moderna quase como obrigação. Mas, para o especialista em longevidade Diego Suárez, esse padrão pode estar longe do ideal para o organismo.

Durante uma participação no podcast Bendita Madurez, apresentado pela influenciadora Delia Sanz (@deliasanzstyle), Suárez chamou atenção ao defender uma visão que vai contra boa parte das recomendações alimentares populares hoje em dia: segundo ele, o corpo humano foi feito para passar longos períodos sem comer.

O que está por trás desse conceito sobre alimentação?

Para especialista, uma única refeição ao dia já seria suficiente para nutrir o corpo e garantir uma saúde melhor (Créditos: Shutterstock)

Para especialista, uma única refeição ao dia já seria suficiente para nutrir o corpo e garantir uma saúde melhor (Créditos: Shutterstock)

Na conversa, o especialista foi categórico: “Deveríamos comer uma vez por dia, como faziam antigamente”, disse. Para ele, o organismo humano funciona melhor quando não está constantemente ocupado digerindo alimentos.

De acordo com Suárez, o excesso de refeições pode impedir que o corpo entre em processos naturais de reparação e recuperação. Ele usou até o comportamento dos animais como exemplo. Quando ficam doentes, muitos simplesmente param de comer temporariamente e isso, na visão de Suárez, é uma resposta instintiva do corpo para direcionar energia à recuperação.

O especialista argumenta que, quando alguém come o tempo inteiro (especialmente de duas em duas horas), o organismo permanece focado na digestão, sem “descanso metabólico”. Por isso, ele acredita que os períodos de jejum têm papel importante na saúde e na longevidade.

Comer menos vezes faz bem para todo mundo?

Nem todas as pessoas podem (ou devem) ficar longos períodos em jejum alimentar, apenas à base de água (Créditos: Shutterstock)

Nem todas as pessoas podem (ou devem) ficar longos períodos em jejum alimentar, apenas à base de água (Créditos: Shutterstock)

Apesar da fala do especialista, nutricionistas e médicos costumam fazer um alerta importante: não existe uma regra universal quando o assunto é alimentação. O jejum intermitente, por exemplo, vem sendo estudado por possíveis benefícios relacionados ao controle da glicemia, perda de peso e redução de inflamações. Porém, isso não significa que ficar longos períodos sem comer seja adequado para todas as pessoas.

Fatores como idade, rotina, prática de exercícios, condições de saúde e necessidades nutricionais individuais fazem muita diferença. Tanto que crianças, adolescentes, gestantes, idosos e pessoas com determinadas doenças precisam de acompanhamento profissional antes de adotar mudanças radicais na alimentação.

Além disso, longos períodos sem comer podem causar tontura, fraqueza, irritabilidade e até episódios de compulsão em algumas pessoas. Portanto, é muito importante entender como cada organismo reage a esse tipo de restrição alimentar.

Um ponto que merece atenção

Mesmo gerando polêmica, a fala de Diego Suárez levanta uma discussão interessante: será que tem gente que come por hábito e não por fome? A rotina acelerada, o estresse e a facilidade de acesso a alimentos industrializados fizeram com que o ato de comer deixasse de ser apenas uma necessidade fisiológica. Muitas vezes, ele é distração, recompensa emocional ou simples costume.

Por isso, especialistas em saúde costumam concordar em pelo menos um ponto: prestar mais atenção aos sinais do corpo e à qualidade da alimentação pode ser mais importante do que seguir padrões automáticos impostos pela rotina moderna.

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