O café moído geralmente leva vantagem quando o objetivo é consumir mais cafeína (Crédito: Shutterstock)
Para muita gente, café é sinônimo de energia logo pela manhã. Mas, quando a ideia é justamente sentir mais o efeito da cafeína, surge uma dúvida bastante comum: café instantâneo e café feito com pó moído entregam a mesma quantidade da substância?
Apesar de partirem do mesmo ingrediente, os dois produtos passam por processos bem diferentes até chegarem à xícara, segundo especialistas em café...
Afinal, qual café tem mais cafeína?
Uma xícara de café instantâneo costuma fornecer aproximadamente 30 a 90 mg de cafeína. Já o café preparado com grãos moídos aparece em uma faixa mais alta, de aproximadamente 70 a 140 mg por xícara.
Na comparação direta, portanto, o café moído geralmente leva vantagem quando o objetivo é consumir mais cafeína. Esses números devem ser entendidos como referências, e não como uma regra para todas as xícaras.
Uma bebida muito concentrada preparada com bastante café instantâneo pode superar um café coado mais fraco, por exemplo.
Alguns fatores que podem alterar bastante a quantidade final são:
- Quantidade de café utilizada
- Espécie e variedade dos grãos
- Proporção entre café e água
- Método e duração da extração
- Tamanho da xícara
- Marca e formulação do café instantâneo
Por isso, segundo especialistas, comparar apenas “uma xícara” sem considerar como ela foi preparada pode gerar conclusões enganosas.
Por que o café instantâneo é diferente?
O café instantâneo não é simplesmente um café moído mais fino. Ele já passou pelo processo de preparo antes de chegar ao consumidor.
Na indústria, os grãos são torrados, moídos e extraídos com água. Depois, essa bebida concentrada passa por um processo que retira praticamente toda a água, transformando o café novamente em um produto seco e solúvel.
Dois métodos bastante utilizados são a liofilização, também chamada de freeze-drying, e a secagem por pulverização, conhecida como spray-drying.
Quando colocamos o café instantâneo na água, portanto, estamos basicamente reconstituindo uma bebida que já havia sido extraída anteriormente.
O café moído também costuma ganhar no sabor
A diferença não termina na cafeína. Quem procura aromas mais complexos e maior variedade de sabores tende a encontrar mais possibilidades nos cafés preparados diretamente a partir dos grãos moídos.
Origem, variedade, nível de torra, moagem e método de extração conseguem modificar bastante o resultado. Um mesmo café pode apresentar características diferentes quando preparado no filtro, na prensa francesa ou em uma cafeteira espresso.
Já o instantâneo tem como principal vantagem a praticidade. Basta adicionar água quente (alguns produtos também dissolvem bem em água fria) para ter a bebida pronta praticamente na hora.
Instantâneo ou moído: qual escolher?
De acordo com especialistas, não existe um vencedor para todo mundo. Se a prioridade é rapidez, facilidade de armazenamento e ausência de equipamentos, o instantâneo resolve muito bem.
Se a prioridade estiver no aroma, na possibilidade de controlar a extração e, geralmente, em uma dose maior de cafeína por xícara, o café moído costuma ser a escolha mais interessante.
Portanto, para responder à pergunta principal: em condições comuns de preparo, o café feito com grãos moídos tende a conter mais cafeína por xícara do que o instantâneo. A diferença real, porém, depende da receita.
Antes de escolher apenas pelo efeito estimulante, vale lembrar que quantidade de pó, água e tamanho da porção podem mudar completamente essa conta.
O que é o “truque do café 3:1” e por que muitas pessoas estão usando para recuperar a energia?