Uma colher de chá todas as manhãs: este ingrediente virou assunto entre quem busca cuidar do coração, e o TudoGostoso explica
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Por  Amanda Lopes  | Redatora

Fascinada por MasterChef, culinária nordestina, pratos empanados, receitas rápidas e drinks diferentes, Amanda não abre mão de um bom cafezinho acompanhado de água com gás após o almoço, mesmo nos dias quentes.

Uma colher de chá de um óleo pouco conhecido pode ser uma maneira simples de variar as fontes de gorduras da alimentação. 

O óleo de camelina vem despertando a curiosidade de quem se preocupa com a saúde do coração. (Créditos: Canva)

Uma colher de chá de óleo pode parecer um detalhe na alimentação, mas um ingrediente específico vem chamando atenção de quem procura variar as fontes de gorduras da dieta. O óleo de camelina é extraído das sementes da planta e se destaca pela presença de ácidos graxos insaturados, incluindo ômega-3 e ômega-6.

Conhecido também como óleo de falso-linho, ele pode ser usado em pequenas quantidades no dia a dia. Mas, afinal, o que explica o interesse crescente por esse ingrediente? O TudoGostoso explica o que há na composição do óleo e como ele pode entrar em uma alimentação equilibrada.

O que é o óleo de camelina?

O óleo de camelina é produzido a partir da prensagem das sementes da Camelina sativa, uma planta da mesma família da mostarda. Seu perfil nutricional chama atenção principalmente pela quantidade de gorduras poli-insaturadas, entre elas o ácido alfa-linolênico (ALA), um tipo de ômega-3 de origem vegetal.

Ele também contém ômega-6 e vitamina E, um antioxidante naturalmente presente em diversos óleos vegetais. Por isso, pequenas quantidades podem contribuir para aumentar a variedade de nutrientes e fontes de gordura da alimentação.

Isso não significa, porém, que uma colher de chá tenha efeito isolado sobre a saúde. O papel do óleo deve ser entendido dentro do conjunto da dieta, já que nenhum alimento sozinho é capaz de substituir hábitos alimentares equilibrados.

Por que ele ganhou atenção quando o assunto é coração?

A composição em gorduras insaturadas é um dos principais motivos pelos quais o óleo de camelina passou a despertar interesse. O consumo de gorduras insaturadas em substituição a fontes de gorduras saturadas pode fazer parte de uma alimentação voltada à saúde cardiovascular.

O ALA também é um ácido graxo essencial: o organismo não consegue produzi-lo em quantidade suficiente e, por isso, precisa obtê-lo por meio da alimentação. Parte dele pode ser convertida pelo corpo em outros tipos de ômega-3, embora essa conversão seja limitada.

Além disso, a vitamina E presente no óleo atua como antioxidante, ajudando a proteger as células contra os danos causados pelo estresse oxidativo.

Rico em gorduras insaturadas e ômega-3 de origem vegetal. (Créditos: Canva)

Como incluir o óleo de camelina na alimentação?

Por ter sabor característico e ser uma fonte concentrada de gordura, o óleo pode ser utilizado em pequenas quantidades. Uma possibilidade é acrescentá-lo a saladas, legumes já preparados ou outros pratos que não dependam de altas temperaturas.

É importante observar as orientações da embalagem quanto ao armazenamento e ao uso, já que óleos ricos em gorduras poli-insaturadas podem ser mais suscetíveis à oxidação.

Na prática, portanto, o óleo de camelina pode ser mais uma alternativa para diversificar a alimentação. O principal benefício está em seu perfil nutricional, especialmente na presença de gorduras insaturadas.

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