Para quem tem mais de 65 anos: é por isso que consumir proteína animal em vez de vegetal é mais vantajoso, segundo estudo
Por  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Pesquisa realizada na Universidade de Lisboa revelou a diferença do efeito desse nutriente para os mais velhos

Veja a descoberta de um estudo internacional sobre o consumo de proteína animal para idosos (Créditos: Magnific)

Na terceira idade, a alimentação é um detalhe que exige um cuidado redobrado, seja para controlar alguma condição de saúde, evitar doenças propensas para essa fase da vida ou simplesmente manter o bem-estar geral. 

Esse também é um momento em que o corpo precisa de um reforço de certos nutrientes e reage de forma diferente a alguns deles e vários estudos ao redor do mundo buscam entender esses efeitos. 

Um estudo realizado na Universidade de Lisboa, chegou a conclusão de que a ingestão de proteína animal no organismo de pessoas mais velhas é diferente, oferecendo mais vantagens do que algumas proteínas vegetais. 

Por que comer proteína animal pode ser mais benéfico do que a vegetal para pessoas acima de 65 anos?

O estudo foi realizado pelo Laboratório de Função Neuromuscular da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa, sob a comanda da nutricionista Brícia Mendes. A análise comparou 12 estudos sobre o efeito da ingestão de proteína animal em comparação a ingestão de proteína vegetal ao nível do acréscimo de massa proteica no músculo.

Foram analisados diferentes grupos etários, janelas de tempo e efeitos combinados com o treino da força. Em pessoas mais jovens as diferenças de efeito entre origem de proteína são quase inexistentes, mas quando se trata de pessoas acima de 65 anos a situação foi diferente: proteína animal mostra ser mais eficaz.

Em uma declaração, o orientador do estudo, Gonçalo Vilhena de Mendonça, explicou que a proteína animal tem um teor de um aminoácido (leucina) que “está em maior quantidade por dose de proteína animal do que na proteína vegetal”. Ele complementa dizendo que, ao chegar em uma certa idade é preciso aumentar um pouco a ingestão desse composto para estimular o acréscimo de proteína no músculo esquelético.

Vale ressaltar que isso não exclui o consumo de proteína vegetal, é preciso ter um equilíbrio saudável das duas fontes e sempre consultar o seu médico para atender suas necessidades alimentares. 

O que é a leucina e qual a sua importância para o organismo?

A leucina é um aminoácido essencial, ou seja, o corpo humano não consegue produzi-lo por conta própria e, por isso, precisa ser obtido por meio da alimentação. Ela faz parte do grupo dos aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs) e está presente em alimentos como carnes, ovos, leite e algumas leguminosas. Sua principal característica é atuar diretamente no metabolismo muscular, sendo fundamental para a construção e reparação dos tecidos.

No organismo, a leucina desempenha um papel central na síntese de proteínas, estimulando um processo que sinaliza ao corpo a necessidade de construir massa muscular. Além disso, ela contribui para a recuperação após exercícios físicos, ajuda a preservar a massa magra e pode atuar na regulação dos níveis de glicose no sangue. 

Para os idosos, a leucina tem uma importância ainda maior. Com o avanço da idade, ocorre naturalmente a perda de massa muscular, condição chamada sarcopenia, que pode comprometer a força, o equilíbrio e a autonomia. A ingestão adequada de leucina ajuda a estimular a síntese proteica mesmo em um organismo menos responsivo, auxiliando na manutenção da massa muscular e na prevenção de quedas e fragilidade. 

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