Os benefícios do café para o fígado, cérebro e metabolismo: as doses certas para obter o máximo de benefícios
Por  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

Consumido com moderação, o café pode ir muito além de dar energia

Consumido na medida certa, o café pode contribuir para a saúde do fígado, do cérebro e do metabolismo. (Foto: Shutterstock)

O café faz parte da rotina de milhões de brasileiros, mas seus benefícios vão muito além da cafeína. Rico em compostos antioxidantes, ele pode contribuir para a saúde do organismo quando consumido na quantidade adequada. Continue a leitura para descobrir qual é a dose considerada ideal pela ciência.

O café reúne compostos que fazem bem ao organismo

Muito além da cafeína, o café contém mais de mil substâncias naturais. Entre elas estão os polifenóis, como o ácido clorogênico, conhecidos pela ação antioxidante e anti-inflamatória, além das melanoidinas, formadas durante a torra, que ajudam a alimentar bactérias benéficas da microbiota intestinal.

Os diterpenos, como cafestol e kahweol, também fazem parte da composição da bebida. Embora possam beneficiar a saúde do fígado, eles também podem elevar o colesterol LDL quando presentes em cafés preparados sem filtragem.

O filtro faz diferença

Para quem tem colesterol alto, o ideal é preparar o café utilizando filtro de papel ou métodos filtrados. Isso porque o filtro retém boa parte dos diterpenos responsáveis pelo aumento do colesterol ruim.

Já bebidas preparadas sem filtro, como o café turco ou fervido, concentram uma quantidade maior dessas substâncias.

Quantas xícaras são recomendadas?

Segundo os maiores estudos publicados nos últimos anos, a faixa de consumo associada aos maiores benefícios fica entre duas e quatro xícaras por dia. Uma dose corresponde a cerca de 25 a 30 ml de café expresso ou 240 ml de café coado.

A dose considerada ideal

Os pesquisadores observaram que o consumo de três xícaras diárias oferece um bom equilíbrio entre benefícios e segurança para a maioria das pessoas.

Acima de cinco ou seis xícaras por dia, os benefícios deixam de aumentar e podem surgir efeitos indesejados, como ansiedade, palpitações, refluxo e dificuldade para dormir.

A quantidade diária de café faz diferença para aproveitar os benefícios da bebida. (Foto: Shutterstock)

Como o café beneficia o fígado, o cérebro e o metabolismo

Diversas pesquisas associam o consumo moderado de café à redução do risco de doenças crônicas.

No fígado, o efeito é um dos mais expressivos. Estudos indicam que consumir de duas a três xícaras por dia pode reduzir em cerca de 40% o risco de cirrose e diminuir pela metade o risco de câncer de fígado.

Outros benefícios observados pelas pesquisas

Além da proteção hepática, os estudos também apontam que o consumo moderado de café está associado a:

  • redução de até 30% no risco de diabetes tipo 2;
  • menor risco de doenças como Parkinson e Alzheimer;
  • redução do risco de insuficiência cardíaca;
  • menor probabilidade de desenvolver depressão;
  • diminuição do risco de alguns tipos de câncer, como colorretal, endométrio e melanoma.

Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou o café da lista de possíveis agentes cancerígenos. Desde então, as evidências científicas apontam que a bebida oferece mais benefícios do que riscos para a maioria da população.

Cuidados para aproveitar os benefícios

Além da quantidade, alguns hábitos ajudam a potencializar os efeitos positivos da bebida.

Recomendações importantes

  • prefira café preparado com filtro de papel;
  • evite adicionar açúcar sempre que possível;
  • procure não consumir café após as 17h para não prejudicar o sono;
  • gestantes devem limitar o consumo a até duas xícaras por dia;
  • pessoas com gastrite, arritmias, crises de ansiedade ou hipertensão sem controle médico devem consumir a bebida com orientação profissional.

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