Rica em ômega-3, proteínas e minerais importantes, a sardinha ajuda a controlar fatores de risco cardiovascular e contribui para o bom funcionamento do organismo.
A sardinha é um alimento acessível, fácil de encontrar e que pode oferecer benefícios importantes para a saúde cardiovascular. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o cardiologista Roque Savioli chama a atenção para o potencial nutritivo desse peixe e defende sua presença na alimentação. "Existe um alimento barato que eu gostaria que você colocasse no seu prato: esse alimento é a sardinha", informa o médico.
Por que a sardinha faz bem para o coração?
O principal destaque nutricional da sardinha é o ômega-3, um tipo de gordura poli-insaturada que o organismo precisa obter por meio da alimentação. Esse nutriente está associado à redução dos níveis de triglicerídeos no sangue e pode contribuir para o controle da pressão arterial e para a saúde dos vasos sanguíneos.
De acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), peixes ricos em ômega-3, como sardinha, cavala e arenque, estão entre os alimentos que favorecem a saúde cardiovascular. Os ácidos graxos também participam de processos relacionados à resposta inflamatória do organismo, que, quando desregulada, pode prejudicar os vasos sanguíneos.
Sardinha também oferece proteínas, cálcio e vitaminas
O valor nutricional desse peixe não se resume às gorduras boas. A sardinha também fornece proteínas de alto valor biológico, importantes para a manutenção dos músculos e para diversas funções do organismo. Além disso, contém vitamina B12, vitamina D e minerais.
Outro benefício aparece quando o peixe é consumido com as espinhas, que são macias e comestíveis nas versões em conserva. Elas fornecem cálcio, mineral essencial para a saúde dos ossos e para o funcionamento adequado dos músculos.
Por ser um peixe pequeno e ocupar uma posição mais baixa na cadeia alimentar, a sardinha também costuma apresentar menores concentrações de mercúrio do que espécies predadoras maiores. Isso a torna uma opção interessante para variar o consumo de pescados, embora seja importante respeitar as recomendações alimentares específicas de cada fase da vida.
Como incluir a sardinha na alimentação?
A sardinha pode ser preparada assada, grelhada ou cozida, além de aparecer em receitas práticas, como patês, saladas, tortas e macarrão. A versão enlatada também facilita o consumo no dia a dia e mantém boa parte dos nutrientes do peixe.
Em uma publicação sobre o alimento, o Doutor Savioli reforçou sua importância com outra frase: "A sardinha é uma das melhores oportunidades de investimento em saúde que existe dentro de um supermercado!". Para aproveitar melhor essa escolha, vale observar o rótulo das conservas e comparar a quantidade de sódio entre as opções disponíveis. Quem precisa controlar o consumo de sal pode preferir versões com menor teor desse mineral.
A recomendação geral da American Heart Association é consumir peixe, especialmente os mais ricos em ômega-3, pelo menos duas vezes por semana. A sardinha pode ajudar a cumprir essa orientação e diversificar o cardápio. Ainda assim, nenhum alimento substitui o acompanhamento médico, a prática de atividade física e uma alimentação variada.
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